Drones provocam incêndios em instalações petrolíferas da Arábia Saudita

Fogos já foram dominados, segundo as autoridades sauditas. Ataques idênticos já aconteceram no passado, com os rebeldes houthis do Iémen a poderem estar na origem dos incidentes.

Dois ataques com drones provocaram incêndios em duas grandes instalações de petróleo administradas pela empresa estatal Saudi Aramco na Arábia Saudita.

As imagens, difundidas por órgãos de comunicação social sauditas, mostram chamas e enormes nuvens de fumo sobre Abqaiq, local da maior estrutura de processamento de petróleo da Aramco. Um segundo ataque de drones também iniciou incêndios no campo de petróleo de Khurais, a oeste. Os incêndios estão agora sob controlo nas duas instalações.

Em ataques anteriores, muito similares, os combatentes houthis do Iémen, alinhados com o Irão, foram responsabilizados. No entanto, para já os relatos dos media sauditas não apontam quem poderá ter efetuado estes dois ataques.

"Às 04.00 (01.00 GMT), as equipas de segurança industrial da Aramco começaram a lidar com incêndios em duas das suas instalações em Abqaiq e Khurais como resultado de ataques de drones", informou a agência de notícias estatal saudita. "Os dois incêndios foram dominados" acrescenta a nota.

Abqaiq fica a cerca de 60 km a sudoeste de Dhahran, na província oriental da Arábia Saudita, enquanto Khurais, a cerca de 200 km a sudoeste, possui o segundo maior campo de petróleo do país.

A fábrica de Abqaiq transforma petróleo bruto, produzindo até 7 milhões de barris por dia. Aramco diz que é a maior "planta de estabilização de petróleo" do mundo. E não é a primeira que é atacada. As forças de segurança sauditas frustraram uma tentativa da Al-Qaeda de atacar a instalação de Abqaiq com homens-bomba em 2006.

Já o campo de petróleo Khurais entrou em atividade em 2009 e é o segundo maior do país depois de Ghawar. Khurais produz 1,5 milhão de barris por dia, com reservas de petróleo recuperáveis estimadas em mais de 20 mil milhões de barris.

Os mercados globais de petróleo estão fechados no fim de semana, por isso não houve efeito imediato nos preços. Os ataques ocorrem quando a Aramco se prepara para uma oferta pública, parte de um pacote de reformas liderado pelo filho do rei Salman, príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, para reduzir a dependência da economia no petróleo.

Os combatentes houthis foram responsabilizados por ataques com drones na instalação de liquefação de gás natural de Shaybah no mês passado e noutras instalações de petróleo em maio.

O movimento rebelde alinhado ao Irão tem lutado contra o governo do Iémen e uma coligação liderada pela Arábia Saudita. O Iémen está em guerra desde 2015, quando o presidente Abdrabbuh Mansour Hadi foi forçado, pelos houthis, a fugir da capital Sana. A Arábia Saudita apoia o presidente Hadi.

Em junho e julho, a Arábia Saudita e os EUA culparam o Irão pelos ataques a dois navios petroleiros, alegações que Teerão negou.

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