Trump considera perdão póstumo para campeão de boxe Jack Johnson

O presidente norte-americano Donald Trump está a ponderar um perdão póstumo ao primeiro campeão mundial de boxe negro, mais de cem anos depois de Jack Johnson ter sido condenado por um júri composto apenas por brancos.

Donald Trump anunciou, através da sua conta oficial na rede social Twitter, que o ator Sylvester Stallone, de quem é amigo, tinha ligado para lhe chamar a atenção para a história de Jack Johnson, condenado em 1913 por violar o 'Mann Act', que tornava ilegal o transporte de mulheres de um estado para o outro com propósitos 'imorais'.

"Os seus desafios e problemas foram grandes, a sua vida complexa e controversa. Muitos olharam para isto ao longo dos anos, a maioria achou que ia ser feito, mas sim, estou a considerar um Perdão Total", escreveu Trump.

Jack Johnson entrou para a história como o primeiro campeão mundial de pesos pesados negro, título que conquistou em 1908 e manteve até 1915.

Condenado a um ano e um dia de prisão, Jack Johnson foge para França com Lucille Cameron (uma das três mulheres brancas com quem se casou, o que na época gerou controvérsia). Nos sete anos seguintes viveu na Europa, América do Sul e México. Acabou por se entregar em 1920 às autoridades.

Foi pugilista até 1938, com 60 anos.

Fã de automóveis e de velocidade, morreu em 1946 num acidente de automóvel.

A história de vida de Jack Johnson foi ficcionada na peça de teatro The Great White Hope, protagonizada por James Earl Jones, que venceu um Pulitzer e um Tony Award e foi depois adaptada ao cinema, em 1970, com o mesmo ator a vestir a pele de Jack Johnson.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG