Do InfoWars ao Breitbart: onde Trump vai buscar as informações

Sites ligados à extrema-direita, programas de rádio conservadores ou uma estação de televisão religiosa são algumas das fontes preferidas do presidente dos EUA.

Começar os dias a ver o Fox & Friends

Desde 1998 que muitos americanos se habituaram a despertar com o Fox & Friends. Mas o talk-show matinal da FOX News ganhou fama mundial quando obteve lugar cativo nas referências de Donald Trump no Twitter. O presidente parece gostar de começar os dias a ver o programa de Steve Doocy, Ainsley Earhardt e Brian Kilmeade. Assumidamente de direita, o talk-show destacara-se na era Obama por veicular teorias da conspiração sobre, por exemplo, a religião do então inquilino da Casa Branca.

InfoWars.com, o site criado por Alex Jones

Apresentador do programa de rádio com o seu nome, Alex Jones é também o criador do site de extrema-direita InfoWars.com, que tem sido acusado de veicular notícias falsas (as fake news que Donald Trump tanto denuncia). Mas isso não impede o presidente de dar entrevistas ao site e de usar algumas das ideias e frases que este popularizou. Dedicado às teorias da conspiração, o InfoWars foi dos primeiros, em 2015, a sugerir meter Hillary Clinton na prisão, tendo mandado fazer T-Shirts com a frase, um lema que Trump usou na campanha, onde não se cansava de repetir "engavetem-na!". Além de defender que o 11 de Setembro foi orquestrado pelo governo dos EUA, o InfoWars foi também o primeiro a lançar boatos sobre a saúde de Hillary na campanha. Agora que se senta na Sala Oval, Trump continua a ligar a Alex Jones (é o que o apresentador diz) a pedir conselhos ao homem que acredita que as crianças mortas no massacre de Sandy Hook eram atores.

Breitbart até deu um estratega à Casa Branca

Durante a campanha, o site Breitbart News foi o meio de comunicação que Trump mais referiu nos tweets. E quando chegou à Casa Branca, o republicano escolheu o co-fundador do site ligado à extrema-direita americana, Steve Bannon, para estratega principal. Media como o New York Times e Washington Post relacionaram notícias no Breitbart sobre alegadas escutas a Trump ordenadas pelo presidente Obama durante a campanha com as acusações feitas pelo republicano contra o antecessor, que garante ter mandado escutar os telefones da Trump Tower, apesar de não avançar provas.

Mark Levin, a outra fonte das escutas

Além do Breitbart News, o programa de rádio do conservador Mark Levin, na WABC, também noticiou as alegadas escutas de Obama - a que chamou o "golpe silencioso" do ex-presidente. Transmitido entre as 18.00 e as 21.00, The Mark Levin Show é um dos programas de rádio mais ouvidos dos EUA. O talk show dá atenção a questões políticas, económicas, mas também judiciais. Para os fãs, Mark Levin, de 59 anos, é "O Maior", os liberais consideram-no desprezível.

Drudge Report: de Lewinsky aos retweets

Fundado por Matt Drudge em 1996, o site conservador Drudge Report ganhou fama dois anos depois ao revelar o escândalo Monica Lewinsky, que quase levou à destituição do presidente Bill Clinton por mentir em tribunal sobre a relação com a estagiária da Casa Branca. Em 2008, revelou uma foto de Obama vestido de somali em plenos boatos sobre ele ser muçulmano e divulgou que o príncipe Harry estava a servir no Afeganistão. Apoiante de Trump, o site tem sido frequentemente retweetado pelo presidente.

CBN com novo destaque nos briefings

No primeiro briefing na Casa Branca, o porta-voz Sean Spicer quebrou a tradição e em vez de dar a primeira pergunta à AP, escolheu o New York Post e a CBN. Com Trump na Casa Branca, a Christian Broadcasting Network ganhou lugar de destaque. Fundada em 1961 pelo televangelista Pat Robertson, a estação religiosa surge em vários tweets de Trump.

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