Diretor da Boeing telefonou a Donald Trump

Diretor da Boeing telefonou ao Presidente norte-americano para manifestar "total confiança" nas suas aeronaves, mas também para admitir preocupações com o futuro da empresa, no rescaldo dos acidentes que causaram mais de 300 mortos.

O editor executivo da Boeing telefonou na passada terça-feira ao Presidente dos EUA, manifestando confiança nos seus aviões, depois de Donald Trump ter revelado preocupação com o excessivo desenvolvimento tecnológico das aeronaves.

Dennis Muilenburg, editor executivo da empresa construtora de aviões Boeing, telefonou a Donald Trump, exprimindo confiança nos aviões 737 Max mas também manifestando preocupação com os danos no prestígio empresa depois dos acidentes com aparelhos deste modelo, segundo fontes que ouviram a conversa, citados pelo jornal norte-americano The New York Times .

Este telefonema vem na sequência dos acidentes que duas aeronaves da Boeing sofreram nos últimos meses e que resultaram em mais de 300 mortos. Desconhecem-se ainda as causas do acidente de domingo, o segundo com um Boeing 737 MAX em cinco meses. Em 29 de outubro, 189 pessoas morreram na queda de um aparelho idêntico ao largo da Indonésia.

"Os pilotos já não são necessários, mas antes cientistas informáticos do MIT (Massachusetts Institute of Technology)", afirmou Trump, horas depois da queda de um Boeing 737 MAX da Ethiopian Airlines, no domingo de manhã, após ter descolado de Adis Abeba para a capital do Quénia, Nairobi, provocando a morte de 157 pessoas.

No telefonema com o presidente Trump, Muilenburg terá transmitido a preocupação com os danos que estes acidentes causaram à saúde financeira e ao prestígio da empresa norte-americana, cujas ações perderam valor substancial em bolsa, nos últimos dias, e com o facto de vários reguladores, incluindo a Agência Europeia de Segurança, terem mandado suspender os voos envolvendo Boeing 737 Max.

Para já, a Administração Federal de Aviação norte-americana continua a permitir os voos com os 737 Max.

A Ethiopian Airlines anunciou ter imobilizado todos os seus Boeing 737 MAX, no que foi seguida por companhias de aviação da China, Coreia do Sul, Mongólia, Indonésia, África do Sul, Marrocos, ilhas Caimão, Argentina, Brasil e Índia.

Em comunicado, também nesta terça-feira, a Boeing manifestou "total confiança" nas suas aeronaves, prometendo reforço nos mecanismos de segurança.

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