Alvin nasceu na caravana, a mãe espera que ele comova Trump

Alvin Jr. nasceu a 12 de novembro, seis semanas antes do tempo. Mãe, pai e irmãos esperam em Tijuana pela oportunidade de entrar nos EUA.

Erly Marcial, das Honduras, juntou-se à caravana de migrantes que tem como destino os EUA com a família, apesar de aos 21 anos de idade estar grávida de oito meses. Deu à luz um bebé saudável no difícil caminho e agora espera outro milagre.

Ela e a família estão presos em Tijuana, no México, às portas dos EUA, com o presidente norte-americano, Donald Trump, a prometer manter os migrantes do lado de fora.

"Se pelo menos Deus suavizasse o coração dele", disse de Trump. "Porque ele tem um coração de carne e sangue, não de pedra."

Graças à generosidade de estranhos no seu caminho, mais a intervenção dos funcionários de saúde mexicanos e do consulado hondurenho na Cidade do México, Marcial completou a viagem de mais de 4500 quilómetros ao longo de semanas por vezes andando em sandálias de plástico durante horas com a sua barriga protuberante.

Ela e a família começaram o longo caminho para pedir asilo mas poderá levar meses até terem a primeira entrevistas com as autoridades norte-americanas.

Os EUA só aceitou 13,8% dos pedidos de asilo dos hondurenhos no último ano fiscal, comparado com 20,9% de requerentes de asilo em todo o mundo, segundo os dados do Departamento de Justiça.

Caso o pedido dela seja negado, Marcial e o marido, Alvin Reyes, de 39 anos, dizem que vão tentar construir a vida no México, possivelmente em Tijuana, onde estão a viver num simples dormitório de uma igreja, cujos beliches são luxuriosos quando comparados com as tendas e o chão duro onde milhares de outros migrantes da caravana dormem.

Reyes não conseguia ganhar a vida como sapateiro na cidade de Sabá, nas Honduras, pr isso decidiram juntar-se à caravana, normalmente ficando para trás enquanto empurravam o carrinho do filho de dois anos, David, e da filha de seis, María.

Alvin Jr. nasceu com cabelo escuro num hospital em Puebla, no México, a 12 de novembro, cerca de seis meses antes do tempo.

Se têm algum argumento para pedir asilo, prende-se com a violência na sua cidade natal, onde um tiroteio junto a um restaurante perto da sua casa encheu as paredes de casa com buracos de balas e deixou um homem morto a esvair-se em sangue à sua porta, disseram.

Marcial e Reyes não estavam em casa na altura do incidente, mas ficaram abalados e isso motivou-os ainda mais a abandonar as Honduras.

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