Deputado do partido de Bolsonaro manda guru do presidente para a "p... que o pariu"

Daniel Silveira, criticado por Olavo de Carvalho, por integrar grupo de parlamentares que foram à China revolta-se com o filósofo e com os brasileiros em geral

Daniel Silveira, deputado do PSL, o partido de Jair Bolsonaro, mandou Olavo de Carvalho, considerado o guru intelectual do presidente, para a "p... que o pariu". Em causa, as críticas do filósofo radicado nos Estados Unidos ao grupo de parlamentares do partido que se deslocaram à China, a convite da embaixada brasileira e do governo local, para se inteirarem de um processo de identificação facial a ser utilizado, por exemplo, nos metropolitanos.

Olavo chamou o grupo de "analfabetos", de "imbecis" e de "caipiras", termo comparável em Portugal a "parolo". Acusou-os de estarem a serviço da Cuja, cujo regime é comunista e cuja bandeira é vermelha - aquilo que Bolsonaro prometeu jamais vir a suceder no Brasil durante a tomada de posse.

Da China, Silveira publicou um longo vídeo onde usa palavrões, alguns dirigidos ao guru de Bolsonaro. "O Olavo de Carvalho, o guru da sapiência humana, falou um monte de besteira. Vou usar um termo que você mesmo usa quando está com raiva: vá para puta que o pariu. Você não é o limite da sapiência. Você não é a referência intelectual omnipresente, omnisciente e a mais sábia".

O deputado abre o vídeo com ataques mais generalizados. "Em primeiro lugar, vai pra puta que te pariu. Para quem servir a carapuça, foda-se. Sabe por quê? Eufemismo não funciona com brasileiro. Parece que só funciona na porrada e bandido na bala, parece mais ou menos isso. A gente tem de ser desse jeito, tem de ser puto, falar com raiva, tem de odiar o brasileiro. Todos nós parlamentares aqui na China botamos nossa cara a tapa para enfrentar o sistema comunista que estava sendo implantado no Brasil".

Antes deste episódio, Silveira ficou conhecido por ser um dos dois bolsonaristas que arrancou a placa "Praça Marielle Franco", colocada na região central do Rio de Janeiro em homenagem à vereadora carioca assassinada em Março.

Em São Paulo

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