Cruz Vermelha Portuguesa angaria donativos para vítimas de ciclone em Moçambique

A Cruz Vermelha Portuguesa já lançou o "apelo de emergência", pedindo "à comunidade para contribuir através de donativos para o seu Fundo de Emergência".

A Cruz Vermelha Portuguesa disponibilizou esta segunda-feira 5000 euros do Fundo de Emergência destinado a catástrofes e está a recolher donativos para as respostas humanitárias da congénere moçambicana na Beira, centro de Moçambique, após a o desastre causado pelo ciclone Idai.

Em "apelo de emergência" inserido na página oficial, a Cruz Vermelha Portuguesa informa que comunicou já à sua congénere "a disponibilidade para apoiar as respostas humanitárias" e pediu "à comunidade para contribuir através de donativos para o seu Fundo de Emergência".

A Cruz Vermelha Portuguesa refere que "pelo menos 150 pessoas morreram, centenas estão desaparecidas e dezenas de milhar isoladas".

A cidade da Beira, capital da província moçambicana de Sofala, "foi a mais afetada", estando "parcialmente destruída, continua sem eletricidade e as comunicações são limitadas, o que está a dificultar as operações de socorro".

"De acordo com a avaliação da equipa da Cruz Vermelha ontem [domingo], estima-se que 90% da cidade da Beira tenha sido afetada. As principais necessidades avaliadas são na área da saúde, água, saneamento e higiene, abrigo e artigos de primeira necessidade", sublinhou o organismo.

O apelo solidário não se fica por aqui. Também a LAM - Linhas Aéreas de Moçambique lançou hoje uma campanha solidária de recolha de bens de primeira necessidade para apoiar as vítimas do ciclone Idai.

Os bens podem ser também entregues na sede da LAM, em Maputo, e o transporte dos artigos será feito diariamente nos aviões da companhia de modo gratuito, para que sejam entregues ao Instituto Nacional de Gestão de Calamidade (INGC).

O presidente moçambicano, Filipe Nyusi, disse hoje que o número de mortes devido ao ciclone Idai, no centro de Moçambique, poderá ultrapassar as mil, assinalando que "o país vive um verdadeiro desastre humanitário de grandes proporções".

O ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, disse que até domingo à noite, não havia registo de cidadãos portugueses entre as vítimas.

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