Kirchner acusada de ser "número um" em esquema de lavagem de dinheiro

Federico Elaskar, fundador da firma SGI, está implicado nas investigações a um escândalo de corrupção e afirma que ex-presidente da Argentina também está envolvida.

As investigações começaram em 2013 quando o empresário Federico Elaskar confessou que andava a desviar do país fundos milionários do empresário Lázaro Báez.

O esquema envolve vários empresários ligados ao kirchnerismo.

Numa entrevista para a América TV, Feredico Elaskar, fundador da empresa SGI, afirmou que a viúva de Néstor Kirchner era a "lavadora número um".

Elaskar contou que a ex-presidente declarava uma ocupação de 80% nos seus hotéis e depois "injetava o seu próprio dinheiro". "Quero vê-los todos presos", disse.

Néstor Kirchner, presidente da Argentina entre 2003 e 2007, foi sucedido pela mulher, que ocupou o cargo até dezembro do ano passado.

Em 2012 foram divulgadas imagens de pessoas a contar milhões de dólares num escritório da SGI.

Um dos homens que aparecia no vídeo era Martín, filho do empresário Lázaro Báez

Elaskar assegura que "metade da Casa Rosada" (referência ao palácio do governo) está vinculada com a rede criminosa e critica o facto de ele ser acusado e Báez não.

As autoridades estão a investigar se o dinheiro foi levado por aviões particulares para o Uruguai, onde supostamente foi transferido para contas na Suíça por sociedades do Panamá.

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