Consórcio investe 10 milhões em projeto sobre obesidade infantil

Se a tendência atual se mantiver, mais de um em cada três adultos na Europa será obeso em 2025. Por cá, mais de uma em cada três crianças tem excesso de peso

Compreender de que forma o ambiente molda o comportamento das crianças e as escolhas dos pais, desde antes do nascimento, e examinar onde se pode intervir para reduzir a carga da obesidade infantil na Europa são dois dos objetivos do consórcio STOP (Ciência e Tecnologia na Política de Obesidade Infantil), que ontem lançou aquele que diz ser o maior projeto de pesquisa da Europa para combater a obesidade infantil, no valor de 9,95 milhões de euros.

O consórcio envolve 31 organizações, de 16 países, e procura identificar e testar as melhores abordagens para prevenir e tratar a obesidade, especialmente nas crianças até aos 12 anos, nos próximos quatro anos.

Suécia, Espanha e Roménia foram os países escolhidos para um estudo experimental, que visa "testar se as tecnologias digitais podem ajudar as crianças muito jovens obesas e as suas famílias a alcançar melhorias sustentáveis no peso corporal, especialmente nas crianças de um contexto socioeconómico desfavorecido".

Além disso, o consórcio quer envolver a indústria alimentar e outros agentes comercias, que são responsáveis por aquilo que as crianças comem, para que produzam soluções que tornem o consumo infantil mais saudável. Isso será feito através de uma "competição que levará à concessão de fundos para trazer as inovações mais prometedoras ao mercado".

Entre as medidas em estudo, será analisada a possibilidade de os governos europeus usarem recursos como impostos, rótulos nutricionais e restrições na comercialização de alguns alimentos e bebidas com vista ao combate à obesidade infantil.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG