Condenada a um ano de prisão por fingir ser vítima de atentado

Mulher queria receber dinheiro das indemnizações

Uma mulher de 24 anos foi ontem condenada em Versailles, França, a um ano de prisão efetiva por se ter feito passar por vítima dos atentados de há um ano em Paris. Laura Ouandjli, mãe de família, desempregada, mentiu com o objetivo de conseguir ganhar algum dinheiro destinado às vítimas dos ataques.

A mulher fez queixa na polícia a 22 de dezembro do ano passado, tendo afirmado que se encontrava no bar Carillon no momento do atentado, no qual morreram 15 pessoas. Afirmou que ficou ferida num braço e apresentou documentação médica que alegadamente comprovaria ter efetuado um enxerto de pele e fotografias dos ferimentos. Laura também alegou que perdeu o telefone, cartão de crédito e outros bens pessoais.

As autoridades detetaram muitas incongruências na história e decidiram investigar, tendo concluído que o atestado médico era falso e que o nome da mulher não constava da lista de feridos admitidos em vários hospitais na noite de 13 de novembro do ano passado. A fotografia do braço ferido estava na Internet, mas era de outra pessoa.

Laura reconheceu ter mentido e pediu desculpa em tribunal. Afirmou que o excesso de hormonas - estava grávida aquando dos atentados - poderia estar na origem da mentira. No entanto, a investigação concluiu que já antes, esta mesma mulher se havia feito passar por empregada de farmácia recorrendo a um diploma falso.

Em julho, uma outra mulher fora condenada por um crime semelhante.

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