Colégio altera regras dos uniformes por causa dos alunos transgénero

Colégio interno decidiu ter em conta identidade de género dos alunos e aboliu uniformes específicos para cada sexo

As crianças transgénero ou com disforia de género vão ser autorizadas a escolher o uniforme, decidiu o Brighton College, um colégio interno britânico que decidiu desafiar os rígidos padrões tradicionais de indumentária em nome das diferenças dos alunos.

Os estudantes da escola privada poderão agora optar por vestir um conjunto de blazer, gravata e calças, ou uma saia com um casaco mais curto - independentemente de terem sexo feminino ou masculino. Os responsáveis garantem que a instituição, destinada a alunos entre os 3 e os 18 anos, está apenas a reagir a uma sociedade em mudança "que reconhece que algumas crianças têm disforia de género e não querem perder a sua identidade de género emocional na escola". A disforia de género diagnostica-se quando o indivíduo se sente de um género diferente do biológico, aquele com que nasceu.

Richard Cairns, professor responsável da escola britânica, garante que a decisão do Brighton College é diferente daquela que foi tomada por outras escolas, que optaram por deixar as crianças transgénero afastar-se do uniforme. "O Brighton College decidiu, em vez disso, abolir as noções de escolas de rapazes e raparigas", explicou. "Se alguns rapazes e raparigas são mais felizes identificando-se com um género diferente daquele com que nasceram, então é o meu trabalho garantir que o levamos em conta. O meu único interesse é o bem-estar e a felicidade deles", sublinhou ainda.

Ao jornal britânico The Guardian, Amy Arnell, que frequenta o ensino secundário no Brighton College, admitiu que não houve surpresas na sequência desta decisão da escola: "Ninguém ficou surpreendido. Não há razão para não o fazer se as pessoas se sentem mais confortáveis assim", afirmou.