Ciclista que mostrou o dedo a Trump eleita na Virgínia

Juli Briskman, de 52 anos, tornou-se viral há dois anos depois de a foto ter sido publicada nas redes sociais, mas perdeu o emprego por causa disso.

Dois anos depois de ter sido fotografada a mostrar o dedo do meio à comitiva presidencial que a ultrapassou quando andava de bicicleta, um gesto que a tornou viral mas lhe custou o emprego, Juli Briskman foi eleita pelo distrito de Algonkian para o órgão legislativo do condado de Loudoun, na Virgínia.

A imagem, tirada em novembro de 2017 quando o presidente norte-americano regressava à Casa Branca depois de ter ido jogar golfe em Sterling, na Virgínia, tornou-se central na sua campanha eleitoral. Briskman, de 52 anos, derrotou um republicano.

"O distrito e Birkman inclui um certo campo de golfe que é propriedade de um certo presidente. 'Não é doce justiça?, perguntou, com a sua gargalhada a sugerir que sabia a resposta para a sua própria pergunta'", escreveu a recém-eleita no Twitter, partilhando o artigo do Washington Post que noticiava a sua eleição.

Em relação à foto, Briskman contou na altura, que o gesto não foi pensado, mas uma reação impulsiva. "Era a única forma que tinha de expressar a minha opinião. Ele não ia ouvir-me através dos vidros à prova de bala. Por isso era a única forma de eu poder dizer o que queria dizer, certo?", disse ao The Guardian.

Briskman, mãe solteira com dois filhos, foi despedida da empresa onde trabalhava, a Akima, que argumentou que ela tinha violado a política de redes sociais da empresa ao usar uma imagem "obscena" no Twitter e Facebook. A Akima, onde trabalhava no departamento de marketing, tinha contratos com o Estado e estes consideraram que podia ser prejudicial. Briskman processou depois a empresa, tendo ganho uma indemnização.

Nas eleições na Virginia, os democratas conquistaram tanto a Câmara dos Representantes (54 contra 43) como o Senado estadual (21 contra 19). É a primeira vez desde 1994.

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