China diz que eleição de Carrie Lam foi justa

A primeira mulher a tomar as rédeas da antiga colónia britânica cumpre, para Pequim, "os padrões estabelecidos"

O gabinete chinês para os Assuntos de Hong Kong e Macau considerou hoje a eleição de Carrie Lam como chefe do Executivo de Hong Kong um processo "justo", referindo que a vencedora "cumpre os padrões estabelecidos" pelo regime comunista.

"Lam cumpre as normas estabelecidas pelo Governo central para o chefe do executivo, incluindo amar o país e Hong Kong, tem a nossa confiança, capacidade própria para governar e receber o apoio do povo de Hong Kong", disse um porta-voz do organismo, citado pela agência Xinhua.

"A eleição, estritamente de acordo com a Lei Fundamental de Hong Kong, as decisões da Assembleia Nacional Popular [órgão máximo legislativo da China] e as leis eleitorais da região autónoma, cumpriram os princípios da transparência, equidade e justiça", acrescentou.

Carrie Lam, a primeira mulher a tomar as rédeas da antiga colónia britânica, foi hoje eleita chefe do executivo - à primeira volta, com 777 votos, segundo os dados oficiais da comissão eleitoral -, num processo sem sufrágio universal ou candidatos independentes, e criticado por grupos pró-democracia em Hong Kong.

O descontentamento para com o sistema eleitoral motivou em 2014 à chamada "Revolução de guarda-chuvas", que, por três meses, levou milhares de pessoas a ocupar zonas da antiga colónia para exigir eleições livres e candidatos não escolhidos por Pequim.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG