China: duas pessoas testam positivo meses depois de terem recuperado da covid-19

Reinfeções ocorreram na China. Um dos casos é uma mulher que testou positivo quase seis meses depois de ter recuperado da doença. Fenómeno é raro mas levanta questões sobre a longevidade dos anticorpos.

Duas pessoas que há meses tinham recuperado da covid-19 na China testaram novamente positivo ao novo coronavírus, o que faz aumentar a preocupação sobre a capacidade do vírus em permanecer e reativar-se em pessoas que já havia infetado.

Uma mulher de 68 anos na província central chinesa de Hubei, onde o novo coronavírus apareceu pela primeira vez em dezembro, testou positivo no domingo, seis meses depois de ter sido diagnosticada com covid-19 e ter recuperado.

Outro homem que contraiu a doença em abril, depois de regressar do exterior, testou positivo em Xangai na segunda-feira, mas não apresenta sintomas.

Nenhum dos contactos próximos dos dois pacientes testou positivo ao vírus, mas foram todos colocados em quarentena, disseram as autoridades locais.

Os dois casos são a última adição a um número crescente de situações de "reativação de vírus" encontradas entre pacientes que se acreditava estarem recuperados da infeção viral que já atingiu mais de 20 milhões em todo o mundo e matou 748 000 pessoas.

Embora seja raro ver pacientes recuperados apresentarem resultados positivos novamente, o fenómeno levanta questões sobre a razão de alguns pacientes sofrerem sintomas de longo prazo e sobretudo se qualquer imunidade à doença pode ser muito efémera para proteger contra a reinfeção.

Alguns estudos mostraram que o nível de anticorpos protetores que uma pessoa infetada pode desenvolver para combater o vírus cai rapidamente após apenas alguns meses, possivelmente tornando-a suscetível ao mesmo agente patogénico uma segunda vez. No entanto, há poucas evidências até ao momento de que a reinfeção esteja a ocorrer nesta pandemia.

Alguns especialistas levantaram a possibilidade de existirem outras células que continuam a fornecer imunidade mesmo após o desaparecimento dos anticorpos. Investigadores da Coreia do Sul sugeriram que o vírus detetado em pacientes meses após a recuperação pode ser vestígio de partículas virais mortas que já não são infecciosas.

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