Chileno Piñera é o presidente mais valorizado, venezuelano Maduro o menos

O conservador Sebastián Piñera destaca-se como o governante mais apreciado num inquérito a líderes de opinião latino-americanos realizado pelo Ipsos. O uruguaio Tabaré Vásquez desce à segunda posição, por comparação com o mesmo inquérito em 2018, troca direta com o chileno. O brasileiro Jair Bolsonaro surge na nona posição e o venezuelano Nicolas Maduro em 11.º.

Com 68% de opiniões positivas, o presidente chileno Sebastián Piñera é agora o presidente latino-americano mais valorizado pelos líderes de opinião regionais, segundo um inquérito Ipsos que abrangeu 400 pessoas. O uruguaio Tabaré Vásquez surge em segundo, com 65% de opiniões positivas, e o colombiano Iván Duque em terceiro, com 53%. No fim da tabela, entre 11 presidentes expostos à apreciação, está o Venezuelano Nicolas Maduro, com apenas 3% de opiniões positivas. O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, surge em nono, com 29%.

Piñera, um conservador que foi em 2018 eleito pela segunda vez chefe do Estado (antes fora presidente entre 2010 e 2014 mas a Constituição chilena não permite dois mandatos consecutivos), preside a um país que se destaca na América Latina pelo nível de desenvolvimento, sendo o mais bem colocado na região segundo o índice de desenvolvimento humano da ONU, à frente da Argentina e do Uruguai e ao nível de vários países europeus, como Portugal.

Durante a tomada de posse de Bolsonaro, em janeiro, Piñera foi convidado pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa a fazer uma visita oficial a Portugal, que foi o primeiro país a reconhecer a independência do Chile proclamada em 1818. A unir os dois países está também a figura de Fernão de Magalhães, primeiro europeu a visitar, há meio milénio, o futuro território chileno e onde hoje existe o famoso Estreito de Magalhães.

A maior queda de valorização no inquérito Ipsos entre 2018 e 2019 atinge o mexicano Andrés Manuel López Obrador, que passou de 60% de opiniões positivas no ano da sua eleição a meros 44% hoje, o que equivale a uma sétima posição.

A Ipsos alerta que não se trata de uma sondagem, mas sim de um inquérito a um conjunto de cidadãos latino-americanos influentes na definição da opinião pública dos seus países. Entre os 400 inquiridos estão argentinos, bolivianos, brasileiros, chilenos, colombianos, equatorianos, mexicanos, peruanos e ainda uma amostra representativa de cidadãos da América Central e das Caraíbas.

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