Chegou ao fim um rapto que durou 32 anos

Uma cidadã argentina, raptada há 32 anos, foi encontrada na Bolívia em resultado de uma investigação conjunta argentina-boliviana, informou na terça-feira a polícia da Argentina.

A polícia da Bolívia interveio para libertar a mulher e o seu filho de 13 anos. A pedido das autoridades judiciais argentinas, a Unidade Especial de Crime da Polícia Nacional da Bolívia reuniu provas nos últimos meses da presença da pessoa desaparecida em Bermejo, uma pequena cidade no extremo sul do país.

Segundo o Clarín, mãe e filho viviam no fundo de uma garagem, onde estavam presos, e sem documentos. A mulher era explorada num bordel.

Ambos foram transferidos para Mar del Plata, sua cidade natal, situada a 400 quilómetros ao sul de Buenos Aires, onde se reuniu com a sua família no dia 22, de acordo com o comunicado de imprensa.

A história começou há 32 anos, quando um cidadão boliviano enganou a então menina de 13 anos, bem como a irmã mais velha, de quem estava noivo, e de quem tinha um bebé, com promessas de trabalho e de uma vida melhor. Três meses depois, a irmã e o noivo entraram em rutura, e esta logrou fugir e regressar à Argentina, mas não terá conseguido levar o filho e a irmã.

As autoridades foram informadas do caso: o homem obrigava as irmãs a trabalhar num bordel, propriedade da irmã. No entanto, a jovem não conseguiu identificar o local onde foram exploradas e as investigações não andaram para a frente.

Há cerca de um ano surgiram informações de que a mulher estava num local situado no mercado central de Bermejo. As operações policiais decorreram entre os dias 17 e 21 e no dia 22 mãe e filha viajaram para Mar del Plata.

As autoridades não deram informações sobre o paradeiro do filho da irmã.

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