Chefe do Estado-Maior alerta: Reino Unido está a ser ultrapassado pela Rússia

O Ministério da Defesa tem vindo a pressionar o gabinete do Tesouro para um aumento significativo dos gastos com o Exército, a Marinha e a Força Aérea

O chefe do Estado-Maior da Defesa da Grã-Bretanha, Sir Nick Carter, advertiu esta semana que se o Reino Unido não investir mais meios no departamento de Defesa poderá vir a ser ultrapassado pela Rússia, que se está a tornar um inimigo muito poderoso.

De acordo com a BBC, Carter discursava em Londres num debate sobre os gastos da Defesa, que os militares e os deputados conservadores britânicos afirmam ter caído para níveis perigosamente baixos.

Segundo o militar, se o Reino Unido continuar a investir menos no Departamento de Defesa do que a Rússia, ficará exposto principalmente a ataques cibernéticos.

"A nossa capacidade de antecipar ou responder a ameaças será prejudicada se não acompanharmos os nossos adversários", afirmou Nick Carter.

O Ministério da Defesa tem vindo a pressionar o gabinete do Tesouro para um aumento significativo dos gastos com o Exército, a Marinha e a Força Aérea.

Segundo Carter, "os estados hostis" estão a ficar cada vez mais criativos e a Rússia estará a construir uma força expedicionária cada vez mais agressiva. Moscovo já terá mais capacidades que o Reino Unido, avançou ainda o militar, que deu como exemplo os equipamentos russos usados na Síria.

No ano passado, a primeira-ministra Theresa May disse que a Rússia "montou uma campanha sustentada de espionagem" com ataques cibernéticos contra outras nações.

O ex-almirante da Royal Navy Dr. Chris Parry já afirmara que os militares britânicos estavam muito atrás da capacidade russa..

"Tenho medo de dizer que o mundo está a mudar, a mover-se. Os russos - e os chineses - estão a desenvolver capacidades com as quais não podemos lidar atualmente".

Alguns deputados apelaram para aumentar as despesas de defesa para 3% do PIB - atualmente é de 2%.

Já em dezembro de 2017, Stuart Peach, um chefe militar britânico, tinha lançado o alerta de que navios russos estariam a passar demasiado perto dos cabos submarinos do Atlântico, que transportam as comunicações entre a Europa e os EUA. Para Peach, esta manobra constitui uma ameaça real para os países da NATO, uma vez que essas ligações são essenciais para o comércio internacional entre os dois continentes.

Para o Air Chief Marshall Peach, citado pelo The Guardian, a Rússia está, na verdade, a levar a cabo "uma guerra não convencional", e a possibilidade de danificar essas ligações é um claro exemplo das intenções do seu Presidente, Vladimir Putin.

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