Cazaquistão mostra respeito insuficiente pela democracia nas eleições
Eleições foram convocadas depois da demissão "surpresa", em março, de Nursultan Nazarbaïev, que liderou o país depois da independência, em 1991.
Os observadores internacionais destacados para as eleições presidenciais de domingo no Cazaquistão, nas quais venceu o atual presidente interino, denunciaram esta segunda-feira "um respeito insuficiente pelos padrões democráticos", com pouco espaço para críticas ao poder e "irregularidades generalizadas".
As eleições mostraram "um respeito insuficiente pelos padrões democráticos", disse a missão liderada pela Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) no seu relatório.
O documento observou que houve "uma falta de respeito pelos direitos fundamentais, incluindo a prisão de manifestantes pacíficos e irregularidades generalizadas no dia das eleições".
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O presidente interino do Cazaquistão, Kassym-Jomart Tokaiev, venceu as eleições presidenciais antecipadas de domingo com 70,6% dos votos, anunciou hoje a comissão eleitoral.
O seu adversário mais próximo, o jornalista Amirjan Kosanov, obteve 16,2%.
O sufrágio nesta antiga república soviética da Ásia central foi convocado após a demissão "surpresa", em março, de Nursultan Nazarbaïev, que liderou o país depois da independência, em 1991.
Antigo presidente do Senado, Kassym-Jomart Tokaiev, de 65 anos, estava no poder desde a renúncia do antigo chefe de Estado Nursultan Nazarbaiev.
As eleições de domingo, nas quais foram chamados a votar 10 milhões de pessoas, ficaram marcadas pela prisão de centenas de manifestantes.
Segundo a agência France-Presse, os observadores consideram que Nazarbaiev mantém "as rédeas" do país e apoiou a candidatura do agora Presidente eleito.