Rajoy aciona artigo 155º. Eleições no prazo máximo de seis meses

Primeiro-ministro espanhol explicou as medidas mais relevantes. Puigdemont reage às 20.00 de Lisboa.

O presidente do governo de Espanha acionou hoje o artigo 155º, anunciou que vai pedir ao senado que aprove a destituição de Carles Puidgemont e todos os conselheiros do governo regional e indicou que haverá eleições no prazo máximo de seis meses.

"O objetivo é celebrar eleições e abrir uma nova etapa" na Catalunha, disse Mariano Rajoy.

O presidente da Generalitat, que esta tarde participa na manifestação em Barcelona a favor da libertação dos líderes das associações independentistas Assembleia Nacional Catalã e Òmnium Cultural, fará uma declaração institucional às 21.00 (20.00 em Lisboa).

Mariano Rajoy iniciou às 13:25 (12:25 em Lisboa) uma conferência de imprensa para apresentar as medidas concretas para "recuperar legalidade, voltar à normalidade e à convivência, continuar a recuperação da economia e celebrar eleições" na Catalunha. Nesta comunicação, indicou: "Não suspendemos a autonomia nem o governo da Generalitat". Segundo explicou, a Generalitat estará sob as ordens de novas autoridades designadas pelo Governo de Espanha.

Madrid propõe o afastamento do atual presidente catalão, Carles Puigdemont, e o seu gabinete com as suas responsabilidades a passarem a ser assumidas pelos respetivos ministérios setoriais em Madrid.

A intervenção do Estado espanhol na Catalunha prevê que Madrid passe a controlar diretamente a polícia e a televisão regionais, que considera estarem nas mãos dos movimentos separatistas.

Após a declaração, Mariano Rajoy esclareceu no Twitter que a aplicação do artigo 155º. "Não podemos aceitar que se viole a lei"

Defendeu ainda que a Generalitat nunca quis dialogar. "Estivemos sempre perante uma imposição".

O Conselho de Ministros espanhol decidiu hoje em reunião extraordinária em Madrid intervir diretamente na autonomia da Catalunha por "desobediência rebelde, sistemática e consciente" do Governo regional (Generalitat).

A decisão foi previamente negociada com o segundo maior partido espanhol, o Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), que lidera a oposição ao Partido Popular (PP), e também com o Cidadãos (centro).

As medidas implicam uma intervenção direta no funcionamento do Governo regional (Generalitat), principalmente nas áreas da segurança, das finanças e em domínio exclusivos do presidente da Catalunha, Carles Puigdemont.

Adecisão será agora ratificada pelo senado espanhol (câmara alta) até ao fim do mês, muito provavelmente na próxima sexta-feira, 27 de outubro.

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