Catalunha. Homem sofre enfarte durante ação policial em assembleia de voto

Homem com cerca de 70 anos teve enfarte mas foi reanimado no local

Um homem na casa dos 70 anos sofreu uma paragem cardiorrespiratória na localidade catalã de Lleida, quando a polícia se preparava para evacuar a escola La Mariola, um dos locais de voto do referendo independentista catalão

Fontes do Serviço de Emergências Médicas (SEM) indicaram à agência EFE que os profissionais de saúde mobilizados para o local conseguiram reanimar o homem no local, que tinha sofrido um enfarte.

O SEM trasladou o homem de helicóptero para o hospital Vall d'Hebron, em Barcelona, mas ainda em estado crítico.

Os Serviços de Saúde da Catalunha informaram hoje que o número de pessoas feridas nos distúrbios relacionados com o referendo ascende, neste momento, a 91 pessoas, menos de um terço dos 337 mencionados anteriormente pelo governo regional.

Um porta-voz dos Serviços de Saúde catalães precisou que "deram entrada nos hospitais e centros de saúde 337 pessoas, a maioria por se terem sentido mal ou por problemas ligeiros, mas entre eles 90 feridos e um ferido grave, num olho".

Em conferência de imprensa, ao início da tarde, o governo regional catalão tinha atualizado para 337 o número de feridos na sequência dos distúrbios.

"Há 337 pessoas feridas ou com contusões. Pedimos aos feridos que façam uma denúncia junto dos Mossos d'Esquadra (polícia regional)", declarou o porta-voz da Generalitat, Jordi Turull.

Questionado na mesma altura sobre mais pormenores sobre o estado dos feridos -- quantos ligeiros, quantos graves, quantos com tonturas ou ataques de ansiedade -- Jordi Turull escusou-se a dar mais informações, alegando a necessidade de respeitar os familiares dos feridos.

A justiça espanhola considerou ilegal o referendo pela independência convocado para hoje pelo governo regional catalão e deu ordem para que a polícia regional fechasse os locais de votação.

Face à inação da polícia regional em alguns locais, foram chamadas a Guardia Civil e a Polícia Nacional espanhola. Foram estes corpos de polícia de âmbito nacional que então protagonizaram os maiores momentos de tensão para tentar impedir o referendo.

A Guardia Civil e a Polícia Nacional espanhola realizaram cargas policiais e entraram à força em várias assembleias de voto que tinham sido ocupadas por pais, alunos e residentes, numa tentativa de garantir que os locais permaneceriam abertos.

Estas forças retiraram pessoas que ocupavam locais de votação, tendo mesmo ocupado o pavilhão desportivo da escola em Girona onde deveria votar o líder da Generalitat, Carles Puigdemont.

O presidente catalão acabaria por votar noutro local.

Além destas situações, houve ainda confrontos noutros locais, nomeadamente na sala de exposições de Sant Carles de la Ràpita (Terragona) e na Escola Rius i Taule (Barcelona), segundo relatos de repórteres das agências noticiosas internacionais.

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