Jordi Sánchez pede para sair da prisão

Detido preventivamente, o candidato à presidência do Governo catalão pediu ao Tribunal Supremo autorização para estar na sessão plenária de dia 12 de março do parlamento regional, que, nesse dia, vota a sua investidura

O candidato à presidência do Governo catalão, Jordi Sánchez, detido preventivamente, pediu hoje ao Tribunal Supremo autorização para se deslocar à sessão plenária do parlamente regional que a 12 de março vota a sua investidura.

Sánchez solicita, num recurso entregue no Tribunal Supremo e no Tribunal Constitucional a que a agência espanhola Efe teve acesso, que o deixem em liberdade ou que lhe permitam "ir pessoalmente ao debate de investidura" que se vai realizar na próxima segunda-feira, 12 de março.

O presidente do parlamento catalão, Roger Torrent, anunciou oficialmente na segunda-feira que Jordi Sánchez era o candidato a ser investido presidente do Governo regional, depois de o candidato anterior, Carles Puigdemont, ter desistido a favor deste.

No entanto, Sánchez, que é o número dois da lista 'Juntos pela Catalunha" liderada por Puigdemont, ainda não tem assegurada a maioria de 68 votos num total de 135 dos deputados regionais.

O bloco de partidos independentistas tem 70 votos no parlamento regional, mas os quatro deputados da Candidatura de Unidade Popular (CUP, independentistas, extrema-esquerda antissistema) já anunciaram que se iriam abster na votação desta candidatura.

É um dos três independentistas que estão detidos, como medida cautelar, numa prisão dos arredores de Madrid

Jordi Sánchez foi presidente do movimento cívico independentista Assembleia Nacional Catalã até ter aceitado participar como número dois da lista liderada pelo ex-presidente do Governo regional Carles Puigdemont para as eleições para o parlamento regional, realizada em 21 de dezembro de 2017.

Este professor universitário e ativista político é um dos três independentistas que estão detidos, como medida cautelar, numa prisão dos arredores de Madrid, acusados de delitos de rebelião, sedição e peculato no quadro da tentativa de secessão da Catalunha que terminou, a 27 de outubro do ano passado, com a intervenção de Madrid.

A lista "Juntos pela Catalunha" de Carles Puigdemont foi a mais votada do bloco independentista nas eleições de 21 de dezembro último.

O Tribunal Constitucional espanhol afastou no final de janeiro qualquer possibilidade de Puigdemont ser investido à distância como presidente do novo executivo catalão, visto estar fugido na Bélgica e ser investigado por delitos de rebelião, sedição e peculato.

O "processo" de independência da Catalunha foi interrompido em 27 de outubro de 2017 quando o Governo central espanhol decidiu intervir na Comunidade Autónoma, nomeadamente através da dissolução do parlamento regional, a destituição do executivo regional e a convocação de eleições regionais que se realizaram a 21 de dezembro último.

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