Trump anuncia saída da porta-voz Sarah Sanders e sugere-lhe uma candidatura

"A nossa maravilhosa Sarah Sanders vai deixar a Casa Branca", revelou o presidente norte-americano no Twitter. No mesmo dia, numa decisão inédita, organismo governamental sugere demissão de conselheira de Trump

O presidente norte-americano anunciou no Twitter que Sarah Sanders vai deixar de ser porta-voz da Casa Branca após estar ao serviço por "três anos e meio" -- o que não é correto, entrou ao serviço no início de mandato de Trump, em 20 de janeiro de 2017. E desejou que Sarah se candidate a governadora do Arkansas, seguindo as pisadas do pai, Mike Huckabee.

"A nossa maravilhosa Sarah Sanders vai deixar a Casa Branca e regressar a sua casa no Arkansas no final do mês", referiu Trump, numa mensagem naquela rede social.

Trump não deu qualquer indicação sobre o nome do sucessor de Sarah Sanders como porta-voz da Casa Branca, um cargo estratégico e muito exposto.

Ao cancelar as conferências de imprensa diárias há mais de três meses, Sanders passou a responder aos jornalistas nos estúdios de televisão ou em improvisadas conversas à porta da Casa Branca. Quanto a Donald Trump, ora no Twitter, ora presencialmente comenta a realidade diariamente.

Mais tarde, num evento na Casa Branca, Donald Trump chamou a "guerreira" Sarah Sanders para junto de si e esta aproveitou para se despedir e declarar que vai continuar a ser dos "mais leais e francos" apoiantes de Trump. E que vai dedicar mais tempo aos três filhos.

Decisão inédita recomenda demissão de conselheira de Trump

Também esta quinta-feira uma agência de supervisão do governo dos EUA recomendou na quinta-feira que Kellyanne Conway, conselheira do presidente Donald Trump, fosse demitida por violar repetidamente a lei por tecer comentários políticos enquanto trabalhava na Casa Branca. A Casa Branca rejeitou de imediato a decisão do Gabinete do Procurador Especial e exigiu que o relatório fosse anulado.

"Dado que a Sra. Conway é uma reincidente e tem demonstrado desrespeito pela lei, o Gabinete do Procurador Especial recomenda que ela seja exonerada do serviço federal", lê-se na declaração do Gabinete do Procurador Especial.

O procurador especial, Henry Kerner, foi nomeado por Donald Trump. O Gabinete referiu-se a comentários depreciativos que Conway fez sobre candidatos democratas às presidenciais e citou os comentários de Kellyanne Conway em entrevistas na televisão e em publicações nas redes sociais como violações da Lei Hatch, legislação de 1939 que proíbe os funcionários do poder executivo de se envolverem em algumas atividades políticas. O presidente, vice-presidente e alguns outros altos funcionários estão excluídos dessa limitação, mas não os funcionários da Casa Branca.

No mês passado, Conway criticou o ex-vice-presidente Joe Biden, concorrente à Casa Branca em 2020, em conversas com repórteres da Casa Branca. Na televisão criticou o senador Bernie Sanders, e gracejou com o candidato Seth Moulton, por ser desconhecido.

Bernie Sanders foi um dos políticos que defendeu o cumprimento da recomendação: "Donald Trump pode não gostar, mas não somos um país autoritário. A recomendação é muito clara: a Sra. Conway deve ser exonerada do governo federal por violar a lei."

Neste vídeo vê-se como Kellyanne Conway menospreza quer os jornalistas quer o relatório que apontava para as violações da Lei Hatch:

O Gabinete do Procurador Especial -- que não tem qualquer relação com o procurador especial Robert Mueller -- lembrou ainda que Conway, no ano passado, mostrou preferência por um candidato republicano em detrimento de um democrata numa eleição no Alabama para o Senado. A Casa Branca defendeu a conselheira, ao dizer que estava apenas a expressar a preferência de Trump.

Conway, de 52 anos, foi diretora de campanha de Trump em 2016, tornando-se na primeira mulher a liderar uma campanha presidencial vencedora, e é uma de suas mais acérrimas defensoras.

O vice-porta-voz da Casa Branca, Steven Groves, disse que a ação do Gabinete do Procurador Especial violou os direitos constitucionais de Conway à liberdade de expressão.

Mais Notícias

Outros conteúdos GMG