É agora? Casa Branca apresenta plano para encerrar Guantánamo

O encerramento da prisão era uma das promessas mais antigas de Barack Obama

O governo dos Estados Unidos apresentou esta terça-feira ao Congresso o seu plano para encerrar o centro de detenção norte-americano de Guantánamo, em Cuba, onde ainda se encontram detidos 91 prisioneiros suspeitos de terrorismo. O plano envolve que alguns prisioneiros sejam movidos para prisões nos Estados Unidos, enquanto outros seriam deportados para os seus países de origem.

Fechar Guantánamo foi uma das primeiras promessas do atual presidente Barack Obama, que entra nos últimos meses do seu segundo mandato. "Está na hora de encerrar este capítulo da história americana", disse um responsável sénior do governo de Barack Obama aos jornalistas, citado pelo jornal Washington Post.

Dos 91 detidos que ainda se encontram em Guantánamo, centro de detenção na base naval norte-americana em Cuba, entre 30 e 60 deverão ser transferidos para os Estados Unidos para serem detidos ou julgados, enquanto aqueles que fossem vistos como "de baixo risco" seriam enviados de volta para os seus países de origem, segundo o plano apresentado pela Casa Branca.

No entanto, o plano precisa de ser aprovado junto do Congresso dos Estados Unidos, o que se prevê difícil. Para poder aprovar este plano, o Congresso teria ainda que alterar a atual lei que proíbe os EUA de gastarem dinheiro a trazer detidos para o seu território.

Além disso, muitos representantes republicanos não aprovam o plano da Casa Branca de trazer alguns dos detidos para os Estados Unidos. "O povo americano tem direito a esperar que o governo seja transparente e honesto acerca das atividades e ligações dos terroristas que permanecem em Guantánamo", escreveu a senadora Kelly Ayotte, numa declaração publicada na segunda-feira. "A recusa do governo em fazê-lo só demonstra o facto de que fechar Guantánamo vai deixar os americanos menos seguros".

Cada ano, a prisão de Guantánamo custa mais de 400 milhões de euros aos Estados Unidos em custos de manutenção. Há muito que Barack Obama promete encerrar o centro de detenção que alberga suspeitos de terrorismo.

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