Cameron quebra silêncio: "Não me arrependo de ter convocado o referendo"

O ex-primeiro-ministro britânico, David Cameron, lembra que a consulta sobre a saída do Reino Unido da União Europeia foi uma promessa que tinha feito e que estava no manifesto do seu partido.

O ex-primeiro-ministro britânico, David Cameron, quebrou hoje o silêncio para dizer que não se arrepende de ter convocado o referendo sobre o Brexit, lembrando que isso tinha sido uma promessa eleitoral e que estava prevista no manifesto do Partido Conservador.

Apanhado pelos jornalistas da BBC quando fazia exercício, Cameron disse também que apoia a primeira-ministra britânica, Theresa May, e disse esperar que ela ganhe a moção de censura.

"Espero que ela ganhe o voto desta noite. Tenho a certeza que ganhará", disse Cameron. "Espero depois que o Parlamento se possa unir para encontrar um acordo alternativo com a União Europeia", acrescentou, dizendo que esse é o caminho a seguir. "Ela tem o meu apoio."

Questionado diretamente se estava arrependido por ter convocado o referendo, Cameron disse que não. "Não me arrependo de ter convocado o referendo. Foi uma promessa que fiz dois anos antes das eleições gerais de 2015. Estava no manifesto, houve legislação nesse sentido no Parlamento. Acho que seis em cada sete membros do Parlamento de todos os partidos votaram a favor do referendo", lembrou.

Cameron diz contudo que lamenta "obviamente" ter perdido o referendo, lembrando que estava à frente da campanha para ficar na União Europeia, assim como lamenta "as dificuldades e os problemas" que o país está a ter "ao tentar implementar o resultado desse referendo".

O ex-primeiro-ministro britânico defende a posição de May e o seu objetivo de alcançar um acordo com a União Europeia. "É isso que é preciso. É isso que o Parlamento precisa de fazer e de garantir agora", concluiu.

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