Calor e calor. Temperatura bate recordes em cinco partes do mundo

Massas de ar quente e aquecimento global são algumas das explicações dadas para os fenómenos extremos

Diferentes regiões do mundo debateram-se com temperaturas escaldantes nas últimas semanas. Segundo a BBC, no leste do Canadá, na região do Cáucaso, no sul da Califórnia, em Sydney e na Argélia terão sido batidos todos os recordes de temperatura. Alguns termómetros ultrapassaram os 50 graus, provocando dezenas de mortes, incêndios e cortes de energia.

A forte onde de calor que atingiu o leste do Canadá nos últimos dias, em particular a província de Quebec, provocou pelo menos 70 mortes. Só em Montreal morreram 34 pessoas, a maioria idosos, que já sofriam de problemas de saúde. Segundo os médicos, a falta de ar condicionado nas habitações terá contribuído para o desfecho trágico.

Em Ottawa, na capital do Canadá, a temperatura chegou aos 47 graus no dia 2 de julho. Mas, afinal, o que está na origem destas temperaturas? Segundo Ben Rich, da BBC Weather, a explicação passará por uma massa de ar quente que atingiu os EUA e algumas zonas do Canadá. Como o solo seco aquece mais rapidamente, "as temperaturas podem subir bem acima da média".

A região do Cáucaso

A região do Cáucaso, na fronteira entre a Europa e a Ásia, também experimentou temperaturas extremas este mês. Tbilisi, capital da Geórgia, atingiu os 40.5 graus no dia 4, temperaturas que deixaram sob pressão as redes de energia dos países vizinhos. No Irão, houve cortes de energia e as pessoas foram aconselhadas a fazer consumos mais racionais.

Já em Yerevan, na capital da Arménia, houve falhas na distribuição de água, com o calor a ultrapassar os 40 graus.

Sul da Califórnia

A cidade de Chino, na Califórnia, chegou aos 43.9 graus, a temperatura mais alta dos últimos 79 anos. E no dia 7 de julho, o centro de Los Angeles teve uma noite histórica, com as temperaturas a não baixarem dos 26.1 graus.

Como consequência, houve cortes de energia em muitas zonas e, segundo a BBC, mais de 34 000 residência terão ficado sem eletricidade. Registaram-se também mortes devido ao calor e incêndios.

Como medida de precaução, as autoridades aconselharam a população a procurar locais frescos, como bibliotecas e outros, e a cuidar dos mais velhos e das crianças.

Segundo a Organização Mundial de Meteorologia (OMM), as alterações climáticas estarão a contribuir para os episódios de calor extremo e precipitação. A longo prazo, alerta, esta será a tendência provocada por elevadas concentrações de gases com efeito de estuda.

Sydney

Apesar de ser inverno no hemisfério sul, há temperaturas bem altas em algumas regiões. Pela primeira vez desde que há registos, Sydney, na Austrália, atingiu os 24.7 graus durante dois dias do mês de julho, aproximadamente oito graus acima da média para esta época.

Recorde-se que, em janeiro, os australianos foram obrigados a suportar temperaturas muito próximas dos 50 graus.

Associado a pressões elevadas e ventos quentes, Ben Rich diz que poderá estar o evento La Nina, que, ao fazer subir a temperatura do Pacífico, provoca um aumento de temperaturas também em terra.

Argélia

Segundo a BBC, os registos da Argélia ainda não foram oficialmente reconhecidos, mas tudo leva a crer que o país africano tenha vivido recentemente os dias mais quentes da sua história.

Ouargla, no norte da Argélia, chegou aos 51.3 graus no dia 5 deste mês. Embora a OMM reconheça que o recorde possa ter sido batido, há dúvidas sobre a forma como os dados foram recolhidos e, por isso, ainda não foram dados como definitivos.

Citado pela mesma publicação, o correspondente Matt McGrath lembra que "a Argélia registou um aumento significativo das ondas de calor nos últimos 30 anos, o que, segundo os especialistas, se deve ao aquecimento global". Entre 1988 e 2015, a frequência destes fenómenos subiu para mais do dobro.

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