Governo britânico admite ficar na união aduaneira até 2021

Solução pretende evitar uma "fronteira física" entre as Irlandas, tal como ficou determinado no relatório conjunto celebrado em dezembro com Bruxelas
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O governo britânico publicou esta quinta-feira um documento técnico onde sugere que o país permaneça dentro da união aduaneira europeia até final de 2021 caso não seja encontrada até lá uma solução para a fronteira com a República da Irlanda.

A proposta do Reino Unido para uma solução de recurso [backstop] é que "seja posto em prática um acordo alfandegário temporário que garanta a eliminação de tarifas, quotas, regras de origem e processos aduaneiros, incluindo declarações sobre todas as trocas comerciais entre o Reino Unido e a UE".

Acrescenta ainda que "este arranjo temporário só entraria em vigor após o Período de Implementação, em circunstâncias específicas, tais como um atraso na implementação do regime alfandegário do acordo final, e seria limitado no tempo", apontando o prazo para o final de dezembro de 2021.

Esta solução pretende evitar uma "fronteira física", tal como ficou determinado no relatório conjunto celebrado em dezembro com Bruxelas, mas impedir a solução de recurso sugerida pela UE em fevereiro, que determinava que a Irlanda do Norte ficaria, na prática, dentro da união aduaneira e que teria de cumprir as regras do mercado interno, ao contrário do resto do Reino Unido.

Esse cenário levantou críticas por criar uma "fronteira" dentro do próprio Reino Unido e a própria primeira-ministra, Theresa May, disse que "nenhum primeiro-ministro britânico poderia alguma vez aceitar" esta solução.

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