Lula "tranquilo" com resultado das eleições brasileiras

Secretário nacional do PT e conselheiro de Fernando Haddad foi quem deu a notícia a Lula da Silva, na manhã seguinte à vitória de Jair Bolsonaro, atual presidente do Brasil.

O ex-Presidente do Brasil Lula da Silva, a cumprir pena de prisão por corrupção, recebeu com tranquilidade a derrota de Fernando Haddad para Jair Bolsonaro nas presidenciais deste domingo, segundo o secretário nacional de finanças do PT, Emídio de Souza.

Na manhã seguinte à derrota do candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) para Jair Bolsonaro da extrema-direita, o secretário nacional de finanças do PT, Emídio de Souza, e o advogado Luiz Eduardo Greenhalgh foram visitar Lula da Silva na prisão de Curitiba, onde o ex-chefe de Estado cumpre uma pena de 12 anos, numa reunião que durou cerca de três horas.

À saída do estabelecimento prisional, Emídio de Souza afirmou que foi "tranquilo" que Lula da Silva assistiu ao desfecho da eleição presidencial.

"Ninguém fica contente com um resultado desses. Mas normal, tranquilo. Numa longa trajetória, já ganhamos e já perdemos", disse o secretário do PT, que é também um dos principais conselheiros de Haddad, segundo o portal de notícias UOL.

De acordo com Emídio de Souza, ainda não há uma previsão para que Haddad se desloque a Curitiba para visitar Lula da Silva.

Haddad desejou, nesta segunda-feira, sorte e sucesso ao Presidente eleito, Jair Bolsonaro.

"Nosso país merece o melhor. Escrevo essa mensagem, hoje, de coração leve, com sinceridade, para que ela estimule o melhor de todos nós", escreveu Fernando Haddad na rede social Twitter.

O candidato do Partido Social Liberal (PSL, extrema-direita) Jair Messias Bolsonaro, 63 anos, capitão do Exército reformado, foi eleito no domingo, na segunda volta das eleições presidenciais, o 38º Presidente da República Federativa do Brasil, com 55,1% dos votos.

De acordo com os dados do Supremo Tribunal Eleitoral, Fernando Haddad, candidato do Partido dos Trabalhadores (PT, esquerda), conquistou 44,9% dos votos, com o escrutínio provisório (99,99% das urnas apuradas) a apontar para 21% de abstenção do total de eleitores inscritos (mais de 147,3 milhões).

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