Adversário de Bolsonaro acusa-o de usar atestado falso para não ir a debate
O candidato do Partido Democrático Trabalhista (PDT) às presidências brasileiras acusou esta quarta-feira Jair Bolsonaro, que lidera as sondagens, de usar um atestado falso para não comparecer no último debate televisivo antes das eleições.
"Eu quero dizer que eu vou tirar a sua máscara, Bolsonaro. Você não pode deixar de ir ao debate. Você está mentindo, e atestado médico falso é crime", afirmou Ciro Gomes à imprensa, em São Paulo. "Vá ao debate da Globo que eu vou mostrar que você é uma nota de três reais", afirmou.
Ciro disse que recebeu na terça-feira as regras do debate da Globo, emissora que irá transmitir o debate de quinta-feira, e nelas constavam que o processo teria de ser adaptado após a confirmação de que Bolsonaro não iria participar.
O candidato do PDT afirmou ainda que vai tentar processar os médicos de Bolsonaro por estes emitirem um atestado falso - alegando o estado de saúde do candidato, esfaqueado em setembro numa ação de campanha -, segundo a plataforma informativa UOL.
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Um dos médicos que acompanha a evolução da saúde do candidato da extrema-direita, o cirurgião Antonio Macedo, afirmou esta quarta-feira que impediu a participação de Bolsonaro no debate desta quinta-feira, por questões médicas.
Quanto à sua própria participação no último debate, Ciro Gomes afirmou: "Sou o que sou, vou falar o que penso, vou procurar dizer ao povo brasileiro para desarmarmos essa bomba de extremismos do PT (Partido dos Trabalhadores) e Bolsonaro. Isso vai afundar o Brasil numa crise de que talvez não possamos sair com a democracia".