Brasil. Supermercado em São Paulo é incendiado em protesto contra morte de negro

Em Porto Alegre, onde se registou o crime, houve confrontos entre manifestantes e polícias em unidades da cadeia de supermercados Carrefour. Foram registados tumultos também em Belo Horizonte e noutras cidades

Manifestantes invadiram, pilharam e incendiaram uma unidade do supermercado Carrefour na rua Pamplona, na região da Avenida Paulista, no centro de São Paulo, maior cidade do Brasil, no início da noite desta sexta-feira (20). Além de atirarem pedras contra o estabelecimento, os manifestantes levantaram grades, invadiram a loja, derrubaram produtos e atearam fogos. Não há registo de feridos.

Os protestos, realizados no "Dia da Consciência Negra", feriado em muitas cidades do país, surgem no dia seguinte à morte de João Freitas, um cidadão negro de 40 anos assassinado por dois seguranças de outra unidade do Carrefour em Porto Alegre.

Os dois agressores estão presos e responderão por homicídio qualificado. Segundo os primeiros relatórios médicos, a vítima morreu asfixaida.

Noutras cidades, com destaque para Porto Alegre, houve manifestações contra o racismo com registo de tumultos. No final da tarde de hoje na zona norte da capital mais setentrional do país, um grupo de cerca de 50 pessoas tentou invadir um Carrefour, que estava fechado.

A Brigada Militar ocupou o interior do estabelecimento e passou a atirar bombas de gás para afastar os manifestantes do portão, que acabou danificado. Uma pessoa conseguiu invadir e pichou a fachada do prédio. Outros colocaram fogo em materiais, segundo reportagem do portal UOL.

No Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, em Brasília e em Santa Maria, cidade no mesmo estado, o Rio Grande do Sul, de Porto Alegre também houve manifestações.

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