Brasil confirma 744 casos de sarampo

O surto decorre de casos importados da Venezuela.

O Ministério da Saúde do Brasil informou nesta quarta-feira que pelo menos 744 pessoas foram infetadas com sarampo no país, num surto decorrente de casos importados da Venezuela.

Segundo o ministério, a maioria dos casos foram detetados nos estados de Roraima e Amazonas, próximos da fronteira brasileira com a Venezuela, onde a doença se tem espalhado e os serviços de saúde entraram em colapso.

"Os surtos estão relacionados com a importação. Isso ficou comprovado pelo genótipo do vírus (D8) que foi identificado, que é o mesmo que circula na Venezuela", informou um boletim divulgado pelo Ministério da Saúde do Brasil.

Até 17 de julho, o estado de Roraima confirmou 216 casos de sarampo e 160 continuam em investigação.

Também foram confirmados 444 casos no Amazonas e 2529 permanecem em investigação.

Casos isolados foram identificados no Rio Grande do Sul (8), no Rio de Janeiro (7), em São Paulo (1) e na Rondônia (1).

O total de infeções também inclui 67 indígenas venezuelanos e brasileiros.

Surto pode devastar grupos tribais isolados

No início do mês, o grupo de direitos indígenas Survival International avisou que o surto de sarampo pode devastar grupos tribais isolados, que têm pouca resistência a essas doenças e vivem em ambos os lados da fronteira do Brasil com a Venezuela.

O sarampo espalha-se pelo ar e é altamente contagioso.

O governo brasileiro anunciou que está a reforçar os esforços de vacinação e que, entre 6 e 31 de agosto, vai avançar uma ampla campanha de vacinação para tentar travar o avanço da doença.

"A meta de vacinação contra o sarampo é de 95%. Dados preliminares apontam que no ano passado a cobertura no Brasil foi de 85,21% na primeira dose (tríplice viral) e de 69,95% na segunda (tetra viral)", concluiu o Ministério da Saúde brasileiro.

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