Boris Johnson declara emergência nacional. "Fiquem em casa"

Primeiro-ministro cede e declara confinamento de três semanas no Reino Unido.

O primeiro-ministro britânico dirigiu-se aos seus cidadãos com uma mensagem clara: "A partir desta noite devo transmitir ao povo britânico uma mensagem muito simples: devem ficar em casa." O motivo é o mesmo que levou vários países a aplicar esta medida restritiva: o novo coronavírus.

"Porque a coisa crítica que temos de fazer é impedir que a doença se espalhe entre lares", explicou Boris Johnson, que disse que "o assassino invisível" é a "maior ameaça em décadas". "Neste momento de emergência nacional fiquem em casa, protejam o Serviço Nacional de Saúde e salvem vidas", instou o chefe do governo.

No fim de semana uma parte significativa dos britânicos continuou a fazer a vida como antes, aproveitando o bom tempo.

"Não devem encontrar-se com amigos. Se os seus amigos lhe pedirem para se encontrarem, deve dizer não. Não deve encontrar-se com familiares que não vivem na sua casa. Não deve ir às compras, a não ser por coisas essenciais como comida e medicamentos - e deve fazer isto o mínimo possível. E usar os serviços de entrega de alimentos onde puder."

Depois, Boris Johnson advertiu os cidadãos: "Se não seguir as regras, a polícia terá poderes para as fazer cumprir, incluindo através de multas e da dispersão de ajuntamentos."

"Infelizmente muitas vidas serão perdidas", reconheceu o homem que até à semana passada seguia as indicações do seu conselheiro científico de que o Reino Unido devia seguir a teoria da "imunidade de grupo".

À imagem das restrições aplicadas em Portugal, o primeiro-ministro britânico disse que todas as lojas "não essenciais" devem fechar a partir de agora e que as pessoas só podem sair de casa para compras essenciais, trabalho ou exercício.

Boris Johnson disse que o governo comprou milhões de kits de testes e que investigadores estão a testar uma vacina.

Logo a seguir à declaração de Boris Johnson, a chefe do governo escocês Nicola Sturgeon anunciou as mesmas medidas, as quais já há muito defendia.

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