Bombeiro que vive em mansão de luxo detido por cumplicidade no assassínio de Marielle

Maxwell Corrêa, sargento do corpo de bombeiros que vive no Rio de Janeiro, é suspeito de ter ajudado o autor dos disparos a fazer desaparecer as armas do crime

A polícia civil do Rio de Janeiro prendeu mais um suspeito de envolvimento na execução da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes nesta quarta-feira (10/6). O sargento dos bombeiros Maxwell Simões Corrêa, de 44 anos, é acusado de ter ajudado a fazer desaparecer as armas do crime.

A detenção foi efetuada na luxuosa mansão onde Corrêa mora com a família no Recreio dos Bandeirantes, bairro na zona oeste do Rio. Amigo de Ronnie Lessa, o autor dos disparos naquela noite de março de 2018 segundo a polícia, o bombeiro vai responder por obstrução de justiça.

"Ele atrapalhou de forma deliberada as investigações", afirma o delegado Daniel Rosa, que comandou a operação.

"Lessa e Corrêa são pessoas muito próximas tanto no mundo do crime como nas relações pessoais", acrescentou.

Ainda segundo o delegado, "o papel de Maxwell para obstruir as investigações foi ceder o veículo utilizado para guardar o vasto arsenal bélico pertencente a Ronnie, entre os dias 13 e 14 de março de 2019, para que o armamento fosse, posteriormente, descartado em alto-mar".

A prisão é mais uma fase da Operação Submersus, uma subsidiária da que investiga o assassinato de Marielle e Anderson iniciada em outubro de 2019. Na ocasião já haviam sido detidas quatro pessoas, entre as quais Elaine Lessa, mulher de Ronnie, ligadas ao desaparecimento das armas do crime no mar da Barra da Tijuca.

Ronnie Lessa, assim como Élcio Queiroz, que alegadamente guiava o automóvel de onde partiram os disparos, está preso desde março do ano passado.

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