Bisonte ataca rapariga de 9 anos em Yellowstone

A gravação mostra o animal a pastar antes de, subitamente, atacar e sacudir para o ar a rapariga de nove anos. A criança foi imediatamente assistida pela equipa de socorro do parque, mas a extensão das lesões da rapariga não foram reveladas.

Na segunda-feira, uma rapariga de 9 anos foi atirada ao ar por um bisonte, no parque nacional Yellowstone, na fronteira entre o Wyoming e Montana.

O incidente foi gravado por uma das visitantes do parque, Hailey Dayton, de 18 anos, que contou à NBC News estar com o irmão a "olhar para as termas" quando viram "uma multidão a correr pelo caminho até à ponte. Vimos através das árvores algumas pessoas a acariciar o bisonte."

Um comunicado do parque informou que o grupo era constituído por cerca de 50 a 60 pessoas, que estiveram à volta do animal nos vinte minutos e que terá siso isso que "causou o ataque do bisonte".

"Porque estava agitado com todas as pessoas e o barulho, atacou", referiu Dayton à NBC News. "Depois disso, toda a gente começou a correr e a gritar. Havia várias crianças a chorar."

A gravação mostra o animal a pastar antes de, subitamente, atacar e sacudir para o ar uma menina de nove anos, cujo nome não foi divulgado. Sabe-se que a criança foi imediatamente assistida pela equipa de socorro do parque, mas a extensão das lesões não foram reveladas.

As autoridades de Yellowstone, que estão a investigar a ocorrência, disseram que a rapariga e a família estavam a cerca de três metros do animal - muito mais perto do que é aconselhado pelos guardas.

Depois do incidente de segunda-feira, o parque divulgou um comunicado a aconselhar os visitantes a manterem uma distância segura dos animais - 23 metros de distância dos bisontes, alces, ovelhas, veados e coiotes e, pelo menos, 91 metros dos ursos e lobos. "Quando um animal está perto de um trilho, passeio, estacionamento, ou numa área desenvolvida, dê-lhe espaço." "Se necessário, mude de direção para evitar a interação com um animal selvagem."

O parque avisa que os bisontes - que habitam a área desde a era pré-histórica - já feriram mais pessoas no parque do que qualquer outro animal. Yellowstone é a casa de aproximadamente 4527 bisontes que, segundo o site do parque, são animais "imprevisíveis e conseguem correr três vezes mais rápido que os humanos".

O perigo das selfies

Este foi o mais recente incidente de um leque cada vez maior de pessoas que são vítimas de ataques de animais. Os avisos parecem não ser suficientes para deter os visitantes ávidos por selfies com os animais.

Em junho do ano passado, uma mulher, que se encontrava numa multidão, foi colhida por um bisonte depois de o grupo se ter aproximado excessivamente. Passados dois meses, no final de agosto, vários animais congestionaram o trânsito por cerca de 3 km, causando o caos entre os visitantes, que saíram dos carros para tirar fotografias com os animais a passar.

A febre das redes sociais tem vindo a pôr sob pressão os parques nacionais norte-americanos, e o número crescente de visitantes têm provocado alertas de danos à natureza e aos animais.

Horseshoe Bend, a curva em forma de ferradura do Rio Colorado que protagoniza uma das mais marcantes paisagens do filme Into the Wild, tem visto o número de visitantes a aumentar exponencialmente: em 2010, estimaram-se 100 000 visitantes anuais e, em 2018, o número aumentou 20 vezes, registando-se 2 milhões de visitas anuais.

Em 2016, quatro homens foram gravados em zonas proibidas do parque nacional de Yellowstone, localizado nos estados de Wyoming e Montana, a mergulhar as mãos numa terma e a fazer wakeboard no Bonneville Salt Flats, um deserto de sal, entre outras brincadeiras para partilhar nas redes sociais.

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