Bernie Sanders propõe fim da proibição da marijuana nos EUA

Sanders, segundo nas sondagens sobre os pré-candidatos pelo Partido Democrata, pediu o fim da "guerra contra as drogas"

O aspirante a candidato presidencial democrata Bernie Sanders propôs eliminar a proibição federal que faz da posse ou venda de marijuana um crime e afeta sobretudo as minorias negra e hispânica, com as taxas mais elevadas de detidos por estes crimes.

"Uma reforma séria do sistema criminal deve incluir a eliminação da marijuana da Lei de Substâncias Controladas", disse hoje Sanders, senador independente pelo Vermont, durante o terceiro debate para as primárias do Partido Democrata em Manchester, em New Hampshire.

Sanders, segundo nas sondagens sobre os pré-candidatos pelo Partido Democrata, pediu o fim da "guerra contra as drogas", que na década de 1980 provocou o aumento das penas de prisão por crimes de tráfico de estupefacientes, responsabilizando-a pela lotação das prisões nos Estados Unidos, onde vivem 2,2 milhões de pessoas.

"Devemos acabar com o racismo institucional", disse Sanders, que tem ganho a simpatia do movimento "Black Lives Matter" (As vidas dos negros importam), que emergiu após várias mortes de cidadãos negros por polícias brancos em circunstâncias controversas.

Durante o debate, a sua adversária Hillary Clinton, considerada favorita na corrida à nomeação do Partido Democrata, também defendeu a reforma do sistema penal e pediu que sejam ouvidas "as vozes daqueles que se sentem estrangeiros no seu próprio país", numa referência velada à comunidade africana e hispana.

"Temos racismo sistemático, injustiça e desigualdades no nosso país, as quais devemos enfrentar", disse Clinton.

Os três aspirantes a candidato democrata às eleições presidenciais norte-americanas em 2016, incluindo o ex-governador do Maryland, Martin O'Malley, coincidiram na necessidade de acabar com a "epidemia" de mortes por 'overdose' de heroína, que quase quadruplicaram entre 2007 e 2013.

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