Obama acusa lóbi das armas de enganar americanos

O presidente dos EUA teceu duras críticas à poderosa NRA.

Num encontro com cidadãos norte-americanos transmitido pela CNN, Barack Obama dirigiu-se à NRA ( National Rifle Association) alegando que as suas posições "não são radicais" e acrescentou que o poderoso lóbi das armas criou uma atmosfera em que " se apresentamos uma proposta com bom senso e moderada, que respeita a Segunda Emenda [da Constituição], esta é qualificada como uma intenção, da minha parte, de confiscar as armas de toda a gente."

A NRA não quis participar no encontro, que se realizou numa universidade na Virgínia a poucos quilómetros da sua sede, considerando o evento como um "espetáculo de relações públicas". Obama lembrou que no passado a NRA demonstrou estar a favor do alargamento do controlo sobre os antecedentes criminais dos compradores de armas.

O presidente dos EUA voltou a defender as medidas anunciadas no discurso emocionado da passada terça-feira - licenças para todos os vendedores de armas, mesmo nas feiras e online, e análise mais minuciosa do background dos compradores - e mostrou-se disponível para se reunir com os defensores do direito constitucional de todos os americanos à posse de armas.

De acordo com a CNN o público americano acredita da eficácia das medidas apresentadas pelo presidente norte-americano. Os números indicam que 67% estão a favor da decisão de Obama, contra os 37% que se opõem. No entanto, menos de metade acredita que as medidas irão reduzir o número de mortes relacionadas com armas de fogo. Com uma população de 330 milhões, os norte-americanos lideram a lista de países com maior número de armas em posse civil - cerca de 270 milhões.

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