Ban Ki-moon critica horríveis bombardeamentos em Aleppo

Nenhuma ajuda alimentar da ONU entrou naquela cidade desde 7 de julho e população vive com condições "dignas da Idade Média"

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, criticou hoje os "horríveis bombardeamentos" russos e sírios em Alepo, que provocaram quase 500 mortos e 2.000 feridos desde 23 de setembro.

Um quarto daqueles mortos eram crianças e os alimentos são escassos naquela cidade síria, afirmou Ban Ki-moon durante uma sessão informal da Assembleia-Geral da ONU, dedicada à Síria.

Nenhuma ajuda alimentar da ONU entrou naquela cidade desde 7 de julho e com aquelas condições "dignas da Idade Média, os mais vulneráveis são os que mais sofrem", recordou.

"A fome é utilizada como arma" naquela guerra, considerou Ban Ki-Moon.

Apesar da trégua de várias horas decidida pelos russos, que vão permitir a realização de evacuações médicas na sexta-feira, Ban Ki-moon exigiu um acesso humanitário completo à parte oriental de Alepo.

"Não aprendemos nada com Srebrenica e o Ruanda? Quando é que a comunidade internacional se vai unir e parar este massacre?", questionou aos embaixadores presentes na sessão.

A sessão de hoje da Assembleia-geral da ONU foi convocada pelo Canadá, com o apoio de 71 países, depois de o Conselho de Segurança das Nações Unidas não ter conseguido aprovar uma resolução para acabar com os bombardeamentos russos e sírios em Alepo.

"O sofrimento dos sírios não espera. Temos de agir agora", disse o chefe da diplomacia canadiana, Stéphane Dion, salientando que os ataques devem parar imediatamente para a entrada de ajuda humanitária.

O ministro canadiano denunciou também a incapacidade do Conselho de Segurança de assumir as suas responsabilidades e exigiu uma resolução para acabar com a violência e o banho de sangue.

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