Balas de borracha e gás lacrimogéneo antes da entrega da ajuda humanitária

As tropas venezuelanas dispararam gás lacrimogéneo e balas de borracha contra pessoas que queriam entrar na Colômbia para trabalhar. O presidente interino Juan Guaidó pede que não haja violência e ao exército para que deixe passar a ajuda humanitária.

A poucas horas de começar uma tentativa de entrega de ajuda humanitária internacional à Venezuela, a tensão na fronteira com a Colômbia aumenta. Meios de comunicação locais relatam que as pessoas tentam saltar as barricadas para passar de um país para o outro e são repelidas pelos militares venezuelanos com gás lacrimogéneo e balas de borracha.

Segundo o jornal venezuelano Tal Cual várias pessoas ficaram feridas. "Queremos trabalhar", gritava a multidão perante os militares da Guarda Nacional, que bloquearam a ponte Francisco de Paula Santander, uma das quatro que ligam o estado venezuelano de Táchira à Colômbia.

Cerca de 40 mil venezuelanos atravessam diariamente as fronteiras de Táchira para trabalhar no país vizinho ou comprar remédios e outros produtos em escassez. Este domingo, depois de tentarem forçar a passagem, os militares venezuelanos responderam com a força.

A entrada de ajuda humanitária, especialmente os bens fornecidos pelos Estados Unidos, no território venezuelano tem sido um dos temas centrais nos últimos dias do braço-de-ferro entre o autoproclamado Presidente interino, Juan Guaidó, e Nicolás Maduro.

Juan Guaidó acaba de fazer um apelo a partir da Colômbia para que "não haja violência neste processo" de ajuda humanitária e pediu ao Exército venezuelano que deixe passar os camiões de ajuda humanitária internacional. O autoproclamado presidente da Venezuela deslocou-se à Colômbia para assistir ao Live Aid, na sexta-feira, onde se encontrou com a delegação de eurodeputados, entre os quais Paulo Rangel.

O eurodeputado gravou um vídeo junto à fronteira, onde irá acompanhar a tentativa de entrada dos camiões de ajuda na Venezuela.

São vários os camiões carregados de ajuda humanitária que estão na fronteira em Táchica, local para onde também se deslocarão a delegação do Parlamento Europeu, prestes a tentar entrar na Venezuela.

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