Autarca de Madrid quer acolher até 100 migrantes do "Aquarius"

Autoridades estimam que o navio demore quatro dias a fazer o percurso até Valência

A presidente da Câmara de Madrid, Manuela Carmena, disse esta terça-feira que a capital espanhola pode acolher 20 famílias, até um máximo de 100 pessoas, que se encontram a bordo do navio "Aquarius".

A autarca pediu ao chefe do Governo de Espanha, Pedro Sánchez, que sejam acolhidas na capital 100 pessoas que estão a bordo do navio.

Manuela Carmena disse numa mensagem na rede social Twitter que "com a ajuda de todos a situação pode ser resolvida em breve".

A vice-presidente do Governo, Carmen Calvo, pediu ao presidente da Federação Espanhola de Municípios e Províncias (FEMP), Abel Caballero, que coordene as ofertas que estão a chegar aos municípios para hospedar os 629 migrantes do "Aquarius".

A Câmara de Madrid está a aguardar que o Governo central aceite a oferta, segundo fontes municipais.

A Espanha ofereceu-se, na segunda-feira, para acolher os migrantes, para "evitar uma tragédia humanitária", e as autoridades estimam que o navio demore quatro dias a fazer o percurso que o separa de Valência.

O Governo de Itália recusou no domingo autorizar o "Aquarius" a desembarcar num porto italiano migrantes resgatados do mar em várias operações durante sábado.

Por ordem das autoridades italianas, o navio mantém-se em alto mar, a 35 milhas de Itália e a 27 milhas de Malta, segundo a organização não-governamental SOS Mediterrâneo.

Itália defendeu que deve ser Malta a acolher os migrantes, entre os quais há 123 menores, mas Malta sustentou que a responsabilidade é de Itália porque as operações de salvamento dos migrantes ocorreram numa zona marítima coordenada por Roma.

Entretanto, o presidente do conselho executivo da Córsega, Gilles Simeoni, anunciou esta terça-feira estar disponível para acolher o barco "Aquarius", com 629 migrantes.

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