As duas versões de Ronaldo sobre o caso Mayorga

A Der Spiegel publicou novos documentos que revelam duas versões de Cristiano Ronaldo sobre a mesma história. Segundo a revista alemã, as respostas do jogador português a um questionário terão sido alteradas pelos seus advogados.

Cristiano Ronaldo terá começado por admitir que Kathryn Mayorga, a mulher que o acusa de violação, pediu várias vezes para interromper a relação sexual, em 2009, num hotel de Las Vegas, mas as suas declarações terão sido alteradas. De acordo com a revista Der Spiegel, existem novos documentos do Football Leaks que revelam contradições entre as versões do avançado da Juventus.

Segundo a publicação alemã, existe um questionário de 27 páginas desenvolvido pelos advogados de Ronaldo sobre o que aconteceu na madrugada de 13 de junho de 2009, no hotel Palms Place, em Las Vegas, cujas respostas terão sido tratadas por uma equipa de advogados que envolve profissionais de Las Vegas, Londres e Carlos Osório de Castro, no Porto.

Enquanto na versão inicial o jogador português terá assumido que Kathryn Mayorga "disse 'não'" e "pediu várias vezes para parar", a última versão nega que isso alguma vez tenha acontecido.

Na primeira versão interrogatório, Cristiano Ronaldo terá dito que "ela disse que não queria, mas colocou-se disponível", mas, na versão final, a resposta do avançado é que "ela não reclamou, não gritou, não pediu ajuda ou algo do género".

Mas esta não é a única contradição que surge nos documentos. Mais à frente, questionado sobre se a professora tinha dito alguma coisa após a relação sexual, o jogador português terá começado por dizer: "No final, ela disse: "Seu parvo, forçaste-me. Seu estúpido. Não sou igual às outras". Nesta versão, Cristiano Ronaldo assume, ainda, que pediu desculpa. No entanto, na última versão, a resposta à mesma pergunta é simplesmente "não".

Numa troca de emails, os advogados perguntam se o documento vai ser traduzido de português para inglês - porque tinham dificuldade em traduzir algumas expressões -, e frisam que o questionário é para ficar apenas entre eles.

Segundo a publicação alemã, o primeiro rascunho do questionário confirma elementos-chave da versão da norte-americana, que acusa o jogador da Juventus de a ter violado no verão de 2009.

Kathryn Mayorga alega que o português pagou 375 mil dólares (322 mil euros) pelo seu silêncio e que terão chegado a acordo, enquanto Ronaldo nega as acusações e afirma que o "sexo foi consensual".

Em declarações à revista, Mayorga contou que Cristiano Ronaldo a obrigou a praticar sexo anal num quarto de hotel em Las Vegas. A mulher, na altura com 25 anos, relatou que disse várias vezes que "não", mas o jogador terá continuado.

Questionados pela revista alemã sobre as diferenças significativas entre os dois questionários, os advogados do jogador dizem que uma "parte significativa" dos documentos citados foi "alterada e/ou completamente fabricada".

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