Pedir para adiar Brexit? "Prefiro morrer numa vala", diz Boris Johnson

Primeiro-ministro britânico recusa pedir adiamento da saída do Reino Unido da UE, ao dizer que preferia aparecer "morto numa vala" do que fazê-lo.

Boris Johnson voltou a dizer que não quer levar o país a eleições, mas que há uma decisão a tomar: "Com franqueza não vejo outra forma. A única forma de encerrarmos o caso é tomar uma decisão: querem este governo para sairmos no dia 31 de outubro ou querem que Jeremy Corbyn vá a Bruxelas no dia 17 de outubro para que a UE assuma o controlo?"

De visita a uma escola da polícia em Wakefield, em West Yorkshire, no norte de Inglaterra, durante a conferência de imprensa foi questionado se podia prometer ao povo britânico que não iria a Bruxelas pedir um novo adiamento do Brexit, materializando a lei aprovada ontem na Câmara dos Comuns, que impede uma saída desordenada e ao mesmo tempo prevê um pedido de adiamento da retirada para 31 de janeiro de 2020.
"Sim, eu posso. Prefiro morrer numa vala". "Não se consegue absolutamente nada. Custa mil milhões de libras por mês, não se alcança nada, qual é o objetivo de mais um atraso? É completamente inútil.", acrescentou.

Boris Johnson foi anunciar a entrada de seis mil novos agentes da polícia, num programa que prevê o ingresso de 20 mil em três anos. "Como podem ter visto ontem [declaração que fez ao país] vamos investir em escolas e hospitais, mas na minha opinião o policiamento e as ruas seguras são um alicerce da sociedade, é algo que dá confiança às pessoas."

E continuou: "Há quem sugira que devemos gastar mil milhões por mês para continuar na UE. isso não seria um bom gasto de dinheiro público. Tudo farei para sairmos no dia 31 de outubro. Temos uma escolha, ou o meu plano para termos um acordo e retirarmos o país no dia 31 de outubro, o que podemos fazer, ou então outra pessoa deve poder manter-nos para lá de 31 de outubro. Acho que esta não é a forma certa para irmos em frente e penso que se as pessoas pensam que devemos mesmo ficar na UE para lá de 31 de outubro isso deve ser o povo a decidir. O que o Parlamento votou ontem é que a UE decide quanto tempo devemos permanecer."

Às questões sobre a demissão do seu irmão, Jo Johnson, do governo, ou sobre a expulsão do partido de 21 deputados, Boris Johnson contornou-as ao reconhecer "que é um tema que obviamente divide famílias, divide toda a gente", para depois insistir que há que resolver o assunto da forma mais rápida possível. E aproveitou para atacar Jeremy Corbyn, o qual "deve ser o primeiro líder da oposição a não querer eleições".

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