Observadores de partidos portugueses elogiam processo eleitoral

"Eu salientaria deste processo eleitoral a excelente organização", disse António Filipe. PCP, PSD e CDS observaram as eleições

Os representantes dos partidos portugueses convidados para observar as eleições gerais angolanas de quarta-feira elogiaram a organização do processo eleitoral, com o PCP a dizer que foi dada uma "resposta" à "deturpação" de "alguma comunicação social" portuguesa.

De acordo com António Filipe, deputado do PCP, nestas eleições, as segundas gerais e as quartas desde a independência de Angola, "verifica-se que há uma grande evolução que permitiu que as pessoas votassem com maior facilidade".

"O processo foi mais célere. As pessoas foram mais apoiadas no exercício do seu direito de voto, isso foi possível observar", afirmou o representante português, convidado pelo MPLA, partido no poder em Angola, para a observação eleitoral.

"O povo angolano deu uma grande resposta quanto a isso", acrescentou, referindo às notícias publicadas pela imprensa portuguesa sobre a gestão de 42 anos do MPLA, aliado histórico do PCP, na liderança de Angola e da realidade do país.

"E de facto quem conhece Angola sabe que não corresponde à realidade. Eu salientaria deste processo eleitoral a excelente organização. Eu tive a oportunidade de em 2008 acompanhar aqui as eleições, em que também houve uma grande participação popular, mas maior dificuldade nos procedimentos", apontou António Filipe, em declarações reproduzidas hoje pela comunicação social angolana.

O deputado português referiu salientar a "participação e o clima festivo e da pacificação" em que decorreram as eleições, bem como a grande participação eleitoral.

"Nós tivemos presentes em 14 assembleias de voto e em todas elas verificamos que não houve qualquer tipo de incidente, que as coisas estavam perfeitamente organizadas, com uma metodologia impecável, desde a entrada do leitor, até à identificação do mesmo e propriamente ao voto", disse, por seu turno o secretário-geral-adjunto do PSD, Luís Vales, igualmente convidado para observar as eleições angolanas.

As eleições gerais angolanas decorreram entre as 07:00 e as 18:00 e estavam inscritos mais de 9,3 milhões de eleitores, tendo a votação decorrido sem incidentes de relevo, de acordo com a Comissão Nacional Eleitoral.

"É um sinal de maturidade da democracia angolana que registamos com muito agrado. E que estamos confiantes de que é um bom pronuncio daquilo que Angola representa", insistiu o representante do PSD, partido igualmente convidado pelo MPLA.

Na mesma declaração, Pedro Mota Soares, do CDS-PP, outro dos partidos portugueses convidados a observar as eleições gerais angolanas, destacou que foi possível "votar com facilidade e rapidez", num processo inclusivo.

"Tive a oportunidade de estar em 14 assembleias de voto. Nas 14 assembleias de voto em que estive perguntei aos delegados das mesas, aos delegados dos partidos políticos e nenhum deles relatou qualquer incidente. Por isso mesmo, do que eu vi, é um processo que correu francamente bem, que me pareceu que estava bem organizado", concluiu o representante do CDS-PP.

Estas eleições envolveram o escrutínio em 12.512 assembleias de voto, que incluíram 25.873 mesas de voto, servindo para a eleição direta do parlamento (220 deputados) e indireta do Presidente da República, que será o cabeça-de-lista do partido mais votado.

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