Compreender de que forma o ambiente molda o comportamento das crianças e as escolhas dos pais, desde antes do nascimento, e examinar onde se pode intervir para reduzir a carga da obesidade infantil na Europa são dois dos objetivos do consórcio STOP (Ciência e Tecnologia na Política de Obesidade Infantil), que ontem lançou aquele que diz ser o maior projeto de pesquisa da Europa para combater a obesidade infantil, no valor de 9,95 milhões de euros..O consórcio envolve 31 organizações, de 16 países, e procura identificar e testar as melhores abordagens para prevenir e tratar a obesidade, especialmente nas crianças até aos 12 anos, nos próximos quatro anos..Suécia, Espanha e Roménia foram os países escolhidos para um estudo experimental, que visa "testar se as tecnologias digitais podem ajudar as crianças muito jovens obesas e as suas famílias a alcançar melhorias sustentáveis no peso corporal, especialmente nas crianças de um contexto socioeconómico desfavorecido"..Além disso, o consórcio quer envolver a indústria alimentar e outros agentes comercias, que são responsáveis por aquilo que as crianças comem, para que produzam soluções que tornem o consumo infantil mais saudável. Isso será feito através de uma "competição que levará à concessão de fundos para trazer as inovações mais prometedoras ao mercado"..Entre as medidas em estudo, será analisada a possibilidade de os governos europeus usarem recursos como impostos, rótulos nutricionais e restrições na comercialização de alguns alimentos e bebidas com vista ao combate à obesidade infantil.