Afeganistão vive o Ramadão mais sangrento desde 2001

Balanço da AFP dá conta de mais de 200 mortos e 700 feridos

O Afeganistão está a viver o Ramadão, o mês sagrado e de jejum muçulmano, mais sangrento desde o início da intervenção dos Estados Unidos no país em 2001, segundo um balanço realizado pela agência France Presse (AFP).

Na véspera do Eid al-Fitr, a cerimónia que marca o fim do mês sagrado do Ramadão, a agência noticiosa francesa contabilizou mais de 200 mortos, a maioria civis, e pelo menos 700 feridos em ataques perpetrados em território afegão desde finais de maio.

"Foi o mês mais mortífero para os afegãos e para todos aqueles que observam o jejum", disse, em declarações à AFP, o analista político e general Abdul Wahid Taqat.

As hostilidades começaram logo no primeiro dia do mês sagrado, em 27 de maio, com uma explosão em Khost (leste).

Um veículo armadilhado pelos talibãs atingiu elementos de uma milícia local com ligações aos serviços secretos dos Estados Unidos (CIA). Treze pessoas morreram e seis ficaram feridas no ataque.

O mês também foi marcado, entre outros incidentes, por um ataque com um camião armadilhado em plena capital afegã, Cabul, em 31 de maio, que fez 150 mortos, todos afegãos, e 400 feridos.

O ataque visou o bairro diplomático e foi considerado o pior atentado ocorrido em Cabul nos últimos 16 anos.

O atentado, que não chegou a ser reivindicado, desencadeou protestos nas ruas afegãs, com centenas de pessoas a denunciarem um clima de insegurança.

Ao longo do mês também foram atacadas uma mesquita xiita em Cabul, um local de oração em Herat (leste) e várias posições das forças de segurança nas províncias de Parwan e de Paktia, ataques que provocaram 20 mortes e feriram várias dezenas de pessoas.

Quase no final do Ramadão, com a celebração do Eid al-Fitr no domingo, um atentado com uma viatura armadilhada fez na quinta-feira 34 mortos e 60 feridos em Lashkar Gah (sul).

Outras Notícias

Outros conteúdos GMG