Acordo final de paz com as FARC será assinado na Colômbia

"Hoje é um dia histórico para o nosso país após mais de 50 anos de confrontos, de mortes, de atentados e de dor. Colocámos um ponto final num conflito armado com as FARC", salientou o presidente colombiano

O Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, anunciou hoje que o acordo final de paz será firmado na Colômbia, após a assinatura em Havana de um pacto com a guerrilha das FARC para um cessar-fogo definitivo.

"Vamos assinar o acordo final na Colômbia", disse Santos que participou na cerimónia na capital de Cuba, que culminou mais de três anos de negociações entre as duas partes.

"Hoje é um dia histórico para o nosso país após mais de 50 anos de confrontos, de mortes, de atentados e de dor. Colocámos um ponto final num conflito armado com as FARC", acrescentou em Havana, onde desde finais de 2012 decorriam as negociações de paz.

Juan Manuel Santos e o líder das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC, marxista), Rodrigo Londoño "Timochenko", assinaram hoje o acordo e cumprimentaram-se no decurso da cerimónia, na presença de diversos responsáveis internacionais, incluindo o secretário-geral da ONU.

Na sua intervenção, Ban Ki-moon afirmou que o acordo de cessar-fogo bilateral, o processo de desarmamento e as garantias de segurança firmados entre as duas partes "fortalecerá o caminho" para a paz definitiva e deve terminar com um conflito iniciado há 52 anos, o mais prolongado de toda a América latina.

Na sua intervenção na cerimónia formal, Ban Ki-moon considerou ainda que o pacto alcançado "consagra a perseverança de todos os que se encontram na busca paciente de uma solução pacífica".

No entanto, o secretário-geral da ONU advertiu que na mesa das negociações permanecem por concluir assuntos importantes, que vão continuar a ser discutidos em Havana, para que este acordo signifique "um notável impulso" nos esforços para "uma paz estável e definitiva".

Ban insistiu que será "crucial mobilizar o povo e os recursos necessários" no caminho que ainda é necessário percorrer e assegurou que a ONU está totalmente empenhada na concretização de um acordo definitivo.

Ban Ki-moon assistiu à cerimónia acompanhado pelos presidentes do Conselho de Segurança, Francois Delattre, e da Assembleia geral da ONU, Mogens Lykketoft.

Na cerimónia também esteve presente o anfitrião e Presidente cubano, Raúl Castro, o ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega, Borge Brende, em representação dos países garantes do processo de paz, e ainda os presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e do Chile, Michelle Bachelet, como nações acompanhantes dos diálogos de paz. Também viajaram para Cuba os presidentes da República Dominicana, de El Salvador e do México.

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