"A ideia não é impedir a Rússia de fornecer gás à Europa, é dar alternativas a aliados"

Em Portugal para participar na 18.ª edição da World LNG Summit, que se realiza em Lisboa, de 27 de novembro a 01 de dezembro, o vice-secretário de Estado adjunto dos EUA para os Assuntos Energéticos, John McCarrick falou hoje aos jornalistas sobre a importância do país como hub europeu.

Sublinhando o papel central de Portugal na segurança económica e energética da Europa, John McCarrick explicou a importância de o País desenvolver as infraestruturas necessárias para "suportar a importação e possível distribuição de gás natural liquefeito não só em Portugal mas também noutras partes da Europa e Norte de África". O vice-secretário de Estado adjunto dos EUA para os Assuntos Energéticos está em Lisboa para participar na 18.ª edição da World LNG Summit, que decorre de 27 de novembro a 01 de dezembro.

Num encontro com jornalistas na embaixada dos EUA, McCarrick explicou que tendo em conta a proximidade com os EUA, o porto de Sines é um nexo lógico, se criarmos a infra-estrutura necessária – para a distribuição de LNG na Europa". E acrescentou: "Trata-se de uma questão de segurança nacional – ao oferecer uma alternativa ao gás russo."

Mas questionado sobre se o objetivo dos EUA é substituir os russos na distribuição de gás natural liquefeito na Europa, o responsável norte-americano garantiu que não. "A ideia é reduzir as hipóteses de a Russia poder usar a energia para coagir outras nações... Queremos reduzir a vulnerabilidade dos nossos aliados", afirmou. Antes de sublinhar: "A ideia não é impedir a Rússia de fornecer gás à Europa, é dar alternativas aos aliados" e gerar competição, de forma a "criar condições para os europeus não terem de pagar tanto dinheiro por o gás russo ser a única opção".

Quanto à saída dos EUA do Acordo de Paris sobre o Clima, decidida pelo presidente Donald Trump, McCarrick garante que há uma "falha de entendimento". E que "isso não significa que não nos interessemos pelo assunto".

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