"A família Manson". O que aconteceu aos seguidores de Charles Manson?

Muitos dos seguidores do assassino - que se intitulavam de "a família Manson" - eram mulheres, que o idolatravam

Charles Manson, o assassino e líder de um culto que morreu no domingo, aos 83 anos, organizou o massacre de sete pessoas em agosto de 1969, na Califórnia, executado pelos seus seguidores - um grupo de fugitivos e marginais conhecidos como "a família Manson". No julgamento, a sua "família" admitiu os crimes e mostrou a sua adoração por Manson, que era conhecido pela sua capacidade de manipulação.

Segundo o New York Times, muitos dos seus seguidores eram mulheres jovens de classe média e classe alta, que fugiram das suas casas para viverem com o assassino num antigo "set" de um filme em Spahn Ranch, perto de Los Angeles.

Descubra o que é feito de muitos dos membros do seu culto:

Charles "Tex" Watson descrevia-se como o "braço direito" de Manson. Tem agora 71 anos. A 9 de agosto de 1969, ele e três cúmplices mataram a atriz Sharon Tale - mulher do realizador Roman Polanski - e quatro visitas na sua casa em Beverly Hills. Na noite seguinte, assassinaram um casal, Leno e Rosemary LaBianca, em Los Angeles. Watson continua preso na Califórnia, depois de lhe ter sido negada diversas vezes a liberdade condicional. Foi ordenado pregador em 1981, traçando um caminho semelhante ao de outros ex-membros da família Manson, que também se viraram para a religião.

Susan Atkins era uma rapariga de classe média, mas a família escondia alguns segredos: dizia ter pais alcoólicos e ter sido abusada sexualmente por um parente masculino. Esteve envolvida em várias mortes incluindo as que tiveram lugar na residência de Tate e foin ela que escreveu "Pig" com sangue numa parede da casa. Atkins morreu com um tumor cerebral numa prisão em Califórnia, em 2009, com 61 anos. Viu recusado um pedido de liberdade condicional já quando combatia a doença.

Patricia Krenwinkel tinha 19 anos quando deixou tudo para trás para se juntar a Manson em busca de uma relação romântica com este. Esteve presente nas mortes dos LaBianca e na residência Tate. Aos 69 anos tornou-se na mulher que está há mais tempo presa na Califórnia - há cerca de 47 anos. Em junho, foi-lhe negada liberdade condicional, depois de uma análise de seis meses em que foram analisadas alegações de que teria sido abusada por Manson ou outra pessoa, segundo o Los Angeles Times.

Leslie Van Houten está a cumprir pena perpétua por ter participado nas mortes do casal LaBianca. No ano passado, o governador da Califórnia, Jerry Brown, anulou um parecer que sugeria a liberdade condicional, defendendo que esta ainda seria uma "ameaça injustificada para a sociedade". Em setembro, a comissão de liberdade condicional voltou a emitir um parecer positivo, iniciando-se um processo de revisão de 150 dias que provavelmente resultará numa decisão final por Brown. Van Houten tem agora 68 anos.

Bruce Davis, de 75 anos, foi condenado a prisão perpétua pelas mortes do professor de música Gary Hinman e do duplo de Hollywood Donald "Shorty" Shea, em 1969. O governador Jerry Brown recusou várias vezes a liberdade de Davis.

Robert (Bobby) Beusoleil está a cumprir prisão perpétua pela morte de Hinman, em 1969. A comissão de indultos da Califórnia negou-lhe o pedido de saída a 14 de outubro de 2016. O assassino terá uma nova audiência para liberdade condicional em 2019.

Lynette "Squeaky" Fromme fazia parte da "família Manson", mas não participou nos assassinatos de Sharon Tate e do casal La Bianca. Esteve presente no julgamento do líder do culto e quando os acusados se mutilaram desenhando um x na testa fez o mesmo. Em 1975, foi abordada por um agente dos Serviços Secretos depois de ter apontado uma pistola ao presidente Gerald Ford. Culpada de tentativa de homicídio, foi condenada a prisão perpétua. Recebeu liberdade condicional em 2009 e mudou-se para Marcy, no estado de Nova Iorque, segundo o New York Post.

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