153 desaparecidos no metro do México nos últimos quatro anos

A Procuradoria-Geral de Justiça da Cidade do México avançou ao El País números de pessoas que foram vistas pela última vez nas instalações daquele transporte público

A Cidade do México tem 195 estações de metro e um número de desaparecidos semelhante nos últimos quatro anos: 153. Só durante o ano passado e os primeiros dias de 2019, foram abertas 43 investigações pelo desaparecimento de utentes que foram vistos pela última vez nas instalações daquele transporte público, segundo informou a Procuradoria-Geral de Justiça da Cidade do México ao El País.

65 por cento das investigações foram dadas como encerradas quando os supostos desaparecidos voltaram a aparecer, mas dos outros 35 não se soube mais nada.

"Dói pensar que podia fazer parte dessas estatísticas", confessou Graciela, de 30 anos, que dia 13 de janeiro voltava a casa quando cinco homens e uma mulher a cercaram e tentaram raptar, mas sem êxito. Inclusivamente, recorda que ouviu como lhe punham um preço. "Por esta dão-te 20", contou ao El País.

Depois de uma luta, Graciela conseguiu fugir e entrar num carro. "Penso naquelas pessoas que não puderam escapar e que agora lembramos como um mero número nas mesas do Ministério da Segurança Pública", frisou, depois do incidente em Chabacano, uma estação próxima do centro histórico da cidade, que é capital do México.

O metro da Cidade do México foi um dos poucos que implementou a política de separar carruagens de homens e de mulher, a fim de menorizar o número de queixas por assédio sexual. Além disso, é um dos mais utilizados em todo o mundo: estima-se que transporte 5,5 milhões de pessoas diariamente.

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