Mobilidade de técnicos superiores preocupa Fesap

Publicado a
Atualizado a

Os sindicatos da função pública alertam que o encaminhamento para a mobilidade especial dos dirigentes com cargo e lugar de origem extinto, abre a porta para que a Administração Pública perca alguns dos seus quadros mais qualificados. Quando o Governo de José Sócrates tranformou o antigo quadro de excendentários no actual Sistema de Mobilidade Especial, ficaram nesta situação principalmente assistentes operacionais e administrativos. Desta vez, irão parar à SME sobretudo técnicos qualificados."O Governo está a deitar fora o que a Administração Pública tem de melhor" referiu ao Dinheiro Vivo José Abraão, dirigente da Fesap, lembrando, no entanto, que o critério para a colocação em mobilidade está directamente ligado à avaliação de desempenho (SIADAP).Assim sendo, não é totalmente "liquido" que um dirigente que regressa a um serviço de origem que também esteja em reestruturação, seja o "alvo" preferencial para ir para mobilidade.As regras actuais prevêem o pagamento de uma subvenção equivalente a 100% da remuneração base nos primeiros dois meses em mobilidade especial. Este valor reduz para cinco sextos nos dez meses seguintes. Findo eset período o valor auferido equivale a 66% do salário.Além da redução em cerca de 27% dos cargos de dirigentes, o Governo está ainda a preparar a extinção de 162 entidades e organismos públicos e a criaçao de 25. O saldo final resultará assim numa redução líquida de 137 entidades.

Artigos Relacionados

No stories found.
Diário de Notícias
www.dn.pt