"Thrillers" e terror mais apelativos para "binge watching"

Estudo da Netflix revela que séries de terror e thriller apelam ao consumo compulsivo, enquanto que comédias são visionadas a um ritmo mais moderado

Os thrillers são as séries que apelam ao consumo rápido e as comédias e dramas políticos são visionadas a um ritmo mais lento. Esta é uma das principais conclusões de estudo da Netflix divulgado esta quarta-feira, ao qual o DN teve acesso em primeira mão, sobre os hábitos de consumo dos seus subscritores.

O estudo, que foi feito nos 190 territórios onde está a Netflix e englobou um universo de 100 séries, conclui que, em média, os consumidores que praticam binge watching (o consumo completo de uma temporada de uma série num curto espaço de tempo), visionam duas horas diárias até concluírem uma temporada.

Séries de ficção científica como Sense8, Lost, de aventura, como Marco Polo e Outlander, de terror, como The Walking Dead e thrillers como The Fall, The Killing e Prison Break encaixam nesse padrão. Comédias como Unbreakable Kimmy Schmidt, Love, dramas políticos como House of Cards e Segurança Nacional e policiais como Narcos e The Blacklist apresentam um padrão de consumo mais lento.

Em entrevista exclusiva ao DN, Ted Sarandos, diretor de conteúdos da Netflix, explica as razões desta diferenciação. "Penso que tem muito a ver com a maneira como as histórias são construídas, em particular os thrillers, que tendem a desenrolar-se por camadas e são mais prováveis de, no final de cada um dos episódios, levar o telespectador a querer ver a continuação. Também são mais contidos, ao contrário de algumas comédias que podem tornar-se tão densas e tão cheias de piadas ao ponto de se tornarem cansativas", explica Sarandos.

O responsável adianta também que os padrões de consumo não variam muito de país para país. "o consumo de um drama político a um ritmo lento nos Estados Unidos repetir-se-á, provavelmente, noutra região".

De acordo com dados oficiais, a Netflix tem, atualmente, 81 milhões de subscritores em 190 territórios. O serviço de streaming chegou a Portugal em outubro e, no horizonte, está a perspetiva de, à semelhança de países como França, Brasil e, mais recentemente, Índia, haver produção nacional em parceria com a Netflix. "Teremos muitas novidades em breve. Estamos a produzir muito em português, no Brasil. O mercado da língua portuguesa é excelente, com entusiastas do entretenimento e no qual estamos muito satisfeitos de estar", afiança Ted Sarandos.

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