Os 12 pontos para Salvador chegaram de 18 países

Só dois países ficaram indiferentes a "Amar pelos Dois"

Em 49 participações de Portugal no Festival da Eurovisão nunca o representante nacional tinha disputado a liderança. E no sábado à noite, Salvador Sobral esteve na frente desde a primeira votação, da Suécia, até ser conhecida a preferência do público.

No total, os irmãos Sobral somaram 758 pontos (na junção das votações do júri e do público), com a pontuação máxima, 12 pontos, a chegar um pouco de toda a Europa, da Islândia à Arménia, passando pelos vizinhos espanhóis. Só dois países, Montenegro e Bulgária, ficaram indiferentes a "Amar pelos Dois", composta por Luísa Sobral.

Refira-se ainda que a interpretação do cantor, que em 2016 lançou o seu primeiro álbum, Excuse Me, não recebeu 1, 2, 3 ou 4 pontos de nenhum dos países na votação do júri. Por outras palavras, os 39 países que votaram em Portugal deram sempre cinco ou mais pontos.

Olhando para as restantes participações portuguesas na Eurovisão, desde a primeira, em 1964, note-se que apenas por duas vezes a comitiva regressou sem qualquer ponto na bagagem: na estreia, com a "Oração", de António Calvário, e em 1997, com "Antes do Adeus", de Célia Lawson.

Em cinco ocasiões, Portugal não se apresentou nos palcos da Eurovisão: 1970, num protesto seguido por outros países; em 2000, porque nos cinco anos anteriores não atingira pontuação que lhe permitisse marcar presença na final, e em 2002, 2013 e 2016 por opção da estação de televisão pública. O regresso, neste ano, além de histórico em termos nacionais, também o foi a nível internacional: Salvador Sobral conquistou a pontuação mais elevada de sempre.

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